São Paulo - Os supermercados do Estado de São Paulo deixarão de distribuir sacolinhas plásticas descartáveis a partir de amanhã. A data marca o fim do acordo firmado entre a Associação Paulista de Supermercados (Apas), o Ministério Público do Estado de São Paulo e o Procon-SP, que previa um período de 6
dias para adaptação dos consumidores aos novos procedimentos de compra da sacolinha.
Os estabelecimentos vão passar a oferecer, a partir de amanhã, sacolas biodegradáveis, que serão cobradas. Consumidores também serão incentivados a usar sacolas reutilizáveis - que serão vendidas nas lojas - para as compras.
Um acordo entre o governo do Estado e a Apas levou à suspensão de uso das sacolinhas plásticas nos supermercados de São Paulo no dia 25 de janeiro. A associação lançou a campanha “Vamos tirar o planeta do sufoco” para sustentar a iniciativa.
As lojas chegaram a comprar mais de 1
milhões de sacolinhas biodegradáveis e até grifes como Osklen e Cavalera despertaram para o novo filão criado pelo uso de alternativas reutilizáveis.
No início de fevereiro e em meio a protestos de consumidores e de representantes da indústria plástica, no entanto, a Apas teve de firmar o acordo para prorrogar a distribuição gratuita por um período mais longo.
Os lojistas se comprometeram a oferecer alternativas gratuitas durante 6
dias e a treinar funcionários para informar os clientes sobre o fim da distribuição durante o período de um ano. O acordo também institui a entrega de sacolas reutilizáveis no Dia do Consumidor. Cerca de 6 milhões de unidades foram oferecidas na data.
Desde a vigência do acordo, em fevereiro, o Procon autuou 18 estabelecimentos que não cumpriram as novas regras estabelecidas. Pelas infrações, as redes podem pagar multas que de até R$ 6 milhões.