Vinhedo - O Ministério Público do Trabalho (MPT) apontou cinco pontos considerados falhos na relação entre o Hopi Hari e os funcionários, que podem ter contribuído para o acidente que matou uma adolescente em fevereiro deste ano. Entre eles, estão a cobrança por produtividade e o treinamento insuficiente. Também foram apontadas jornadas excessivas, em alguns casos chegando a 11 horas em vez de oito horas.
Segundo o MPT, operadores e técnicos recebiam gratificações se agilizassem o funcionamento dos brinquedos.
Em três brinquedos, o MPT considerou que os equipamentos não são adequados: La Tour Eiffel, Montezum e Vurang, que funcionam mesmo se houver falha humana, colocando em risco a segurança do visitante.
Até o dia 1
, o Hopi Hari deve dizer se aceita as sugestões para firmar um Termo de Ajustamento de Conduta.
Fiscais do MPT integraram a força-tarefa do Ministério Público de São Paulo que fez vistorias nos brinquedos considerados mais radicais do parque. Segundo a procuradora do trabalho Maria Stela Guimarães de Martin, o processo de capacitação oferecido pelo Hopi Hari não é ideal e deverá sofrer alterações.
“Na ausência de dispositivo de segurança que impeça o funcionamento do brinquedo, já foi exigida uma dupla checagem pelo funcionário antes da liberação da atividade, o que minimiza o risco, mas não elimina”, disse.