Criada em 2002, a Fundação de Previdência dos Servidores Municipais de Bauru (Funprev) alcançou, pela primeira vez, um resultado favorável no cálculo atuarial, que corresponde à diferença do que a entidade tem para pagar e para receber ao longo dos próximos 75 anos. A positivação só foi viável, porém, em razão do aporte da Prefeitura de Bauru, aprovado no ano passado, no valor de R$ 539 milhões, divididos em parcelas mensais por 35 anos.
A presidente Vanderlei Tomiati, que deixa o cargo hoje (leia mais adiante), alega que a conquista se deu também em razão de novos critérios para a estimativa de compensação previdenciária e dos rumos tomados pelo comando da Funprev. Na realidade, entretanto, o resultado negativo constatado em 2010 era exatamente o valor do aporte, fruto do rombo nos cofres da entidade. O cálculo relativo a 2011, porém, mostrou resultado positivo, de 0,03%, que significa superávit de R$ 945 mil ao longo dos próximos 75 anos. “Se não fosse o aumento dos salários dos servidores pelos Planos de Cargos, Carreiras e Salários, os números seriam bem maiores”, pontua Tomiati.
O presidente da Funprev lembra ainda que, se não fosse o aporte de recursos da prefeitura aos cofres da entidade, o município não conquistaria o Certificado de Regularidade Previdenciária (CRP). “Isso inviabilizaria, por exemplo, o recebimento de recursos federais”, pontua.
Candidatura a vereador
Como adiantou a edição de ontem do Jornal da Cidade, Vanderlei Tomiati deixa a presidência da Funprev hoje para disputar uma cadeira na Câmara Municipal pelo PTB. Em seu lugar, assume Gilson Gimenes de Campos, escolhido pelo Conselho Curador da entidade. Até julho, Tomiati voltará a ocupar o cargo de diretor previdenciário. Depois, de acordo com a legislação eleitoral, deixará também este posto, que tem caráter de nomeação política. “Quando terminar a eleição, ganhando ou perdendo, eu volto para a diretoria. Da presidência, porém, sou obrigado a renunciar”, explica.
Tomiati está na direção da Funprev desde 2002, onde passou por diversos cargos. Ele explica que decidiu concorrer ao Legislativo em razão da manifestação de apoio dos servidores públicos. Vanderlei afirmou também que a Comissão Especial de Inquérito (CEI), que, em 2011, apurou eventuais irregularidades na entidade apenas o fortaleceu.