Internacional

Papa: tecnologia sem Deus é perigosa

Reuters
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Vaticano - O papa Bento XVI disse anteontem que o avanço tecnológico na ausência de Deus e de valores morais significa uma ameaça para o mundo.

O pontífice liderou uma missa solene de vigília de Páscoa na basílica de São Pedro para guiar a Igreja Católica, com 1,2 bilhão de membros, em um dos dias mais importantes do calendário litúrgico.

A basílica, a maior igreja da cristandade, permaneceu escura no início do serviço para representar a escuridão da tumba de Jesus antes do que os cristãos acreditam tenha sido sua ressurreição entre os mortos três dias após ter sido crucificado.

Retomando um de seus temas centrais, Bento afirmou que o homem muito frequentemente se sente amparado pela tecnologia em vez de se sentir amparado por Deus. “Se Deus e os valores morais, a diferença entre o bem e o mal, permanecem na escuridão, então todas as outras luzes que colocam a nosso alcance façanhas técnicas tão incríveis não são apenas avanços, mas também perigos que colocam em perigo a nós mesmos e ao mundo”, afirmou.

            

Paz na Síria


Um visivelmente cansado papa Bento XVI deu seu respaldo ao plano da Organização das Nações Unidas (ONU) que busca colocar um fim a um sangrento conflito na Síria durante sua mensagem no Domingo da Ressurreição e pediu um “compromisso imediato” com os esforços de paz que estão sendo realizados para o país do Oriente Médio.

O líder católico de 84 anos ofereceu uma benção mais curta que o habitual do balcão central da basílica de São Pedro após a missa ao final da Semana Santa em Roma, à qual compareceram mais de 100 mil pessoas na praça de São Pedro, repleta de flores brancas e amarelas.

“Que a ressurreição de Cristo traga paz e esperança ao Oriente Médio e permita a todos os grupos religiosos, étnicos e culturais dessa região trabalhar juntos para o avanço do bem comum e do respeito dos direitos humanos”, afirmou. “Particularmente na Síria, que termine o banho de sangue e se produza um compromisso imediato no caminho do respeito, do diálogo e da reconciliação, tal como pediu a comunidade internacional”, acrescentou.

Não houve explicação de porque seu discurso “Urbi et Orbi” (Da cidade ao mundo) foi mais curto que em ocasiões anteriores, mas o papa, que no dia 16 de abril cumprirá 85 anos, tem aparecido mais frágil nos últimos meses, e ele parecia esgotado na missa de domingo.

O Domingo da Ressurreição, o dia mais importante do calendário litúrgico cristão, aconteceu em meio a um período de intensa atividade para o pontífice, que incluiu visitas ao México e à Cuba no final do mês passado e cinco serviços religiosos na última semana.

Antes de o papa falar em Roma, tropas sírias atacaram zonas da oposição ontem causando a morte de 74 civis, disseram ativistas, em uma ofensiva que enviou milhares de refugiados para a Turquia perto da trégua prevista para semana que vem sob um plano de paz da ONU.

 

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