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Interesses econômicos ? história e atualidade

Rafael Aguiar
| Tempo de leitura: 3 min

O desenvolvimento da sociedade, dentre outros motivos, ocorreu junto às relações econômicas entre povos e países. O uso de uma economia estável girava em torno dos interesses dos países detentores de poder e dos que eram submetidos ao poder. Em relação aos que aos países poderosos, o uso da economia se pautou pelo expansionismo, com anexações de terras, declarações de guerras e investimento nas indústrias bélicas. Os que foram submetidos ao poder, lutaram ao longo da história para que a economia fosse aplicada de maneira igualitária a todos da sociedade, de forma que as necessidades básicas dos seres humanos fossem atendidas (saneamento básico, saúde e educação).

Remete ao período colonial a relação conflituosa entre povos e países, no tocante a imposição de ideologias, costumes e culturas sobre uma determinada região. O caráter conflituoso entre povos e países observado neste período, pode ser compreendido na teoria realista difundida por Maquiavel, onde a referência realista, diz que a natureza humana é conflituosa por natureza em razão da divergência entre as visões sobre o poder. Ao passar dos anos, a historia nos mostra que o principio de cooperação passou a integrar as sociedades na dimensão econômica. Muitos países buscavam alianças regionais para agregar suas economias, com o objetivo de expandir seus domínios além das fronteiras terrestres delimitadas, criando seus novos territórios econômicos.

Apesar da cooperação econômica entre países, a economia continuou a permear os campos de batalha, financiando genocídios, agravando as guerras civis, com um único intuito, o aumento do poder. O surgimento de organizações, tratados e acordos internacionais que objetivam o equilíbrio das economias e a restauração dos países outrora destruídos em guerra, se tornaram um hábito entre o período que compreende a idade média e a idade moderna.

Hoje em dia, o mundo caminha em passos lentos (é verdade) rumo à cooperação nas dimensões políticas, econômicas e sociais. Não há como um país se auto-gerir, ou ao menos, sobreviver sozinho no atual cenário internacional. Recentemente podemos observar duas grandes crises econômicas em 2008 e 2011(ainda em andamento) que mostraram, de fato, os países dependentes de outras nações e os países que se mantiveram estabilizados diante do desequilíbrio econômico mundial. As atuais potências econômicas (com exceção da China) respiraram aliviadas, graças ao apoio dos países considerados emergentes (terceiro mundistas) e das instituições financeiras que foram responsáveis pelo equilíbrio da economia mundial.

Atualmente, com a integração econômica entre países cada vez mais freqüente, não há espaço para o destacamento de uma única potência mundial. Mesmo com distâncias continentais do epicentro das crises econômicas, o Brasil sentiu os reflexos do desequilíbrio econômico, mas com boas políticas sociais conseguiu "domar o leão". Ainda que, o caráter conflituoso esteja dominando as relações econômicas, devemos nos conscientizar que o principio da cooperação, cresce de maneira considerável em todo planeta. Portanto, não importa o quanto seja lenta a cooperação econômica entre povos e países, o importante é sabermos que estamos em evolução.

O autor, Rafael Aguiar, é estudante de Relações Internacionais no Iesb-Preve

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