?Esquentando
A pauta fraca da sessão legislativa de hoje deve dar espaço, mais uma vez, aos calorosos debates entre base governista e oposição, com foco na corrida eleitoral pela Prefeitura de Bauru neste ano. Essa tem sido uma constante nas últimas semanas e tem incomodado, principalmente, os vereadores aliados a Rodrigo Agostinho (PMDB).
?Sem nomes
Na última sessão da Câmara, por exemplo, foram dezenas de minutos de tribuna utilizados para críticas e defesas. Alguns parlamentares já tentaram, inclusive, combinar com os colegas para que evitassem citar nomes uns dos outros em algumas críticas, pois quando isso acontece o citado se sente na obrigação de subir à tribuna para rebater o que foi dito. Cabe à presidência da Casa observar os limites entre o debate legislativo e a campanha eleitoral.
?DAE, de novo
Entre as críticas à administração, a principal deve ser em relação à proposta do prefeito Rodrigo de oferecer R$ 100,00 como vantagem pessoal aos servidores da autarquia. O objetivo do governo é acalmar os ânimos dos funcionários, revoltados pelo engavetamento do PCCS, anunciado pelo governo na semana retrasado, embora já esperado pelos que estavam acompanhado as negociações mais de perto.
?Sinal amarelo
Estritamente ligado à essa questão, estão problema da folha de pagamento da Prefeitura de Bauru. Os PCCS da Educação, Saúde e Administração elevaram muito os gastos com o pessoal. Agora, com a proposta de abrir mais 440 vagas na Saúde, eles chegarão próximo ao limite de 51% previsto pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Com o ?abono? oferecido aos servidores do DAE, a corda pode romper. A oposição deve, mais uma vez, bater na tecla de que o prefeito causou o ?inchaço na máquina?.
?Olho aberto
Está na pauta da sessão de hoje o projeto de Paulo Eduardo de Souza (PSB) que obriga a disponibilização de lupa eletrônica ou amplificador de vídeo às pessoas com baixa visão, em locais onde se façam assinatura de contratos. A proposta recebeu parecer de ilegalidade da Comissão de Justiça, Legislação e Redação da Câmara, que foi derrubado em plenário com o apoio dos vereadores da base do prefeito, à qual pertence o autor do projeto.
?Caso antigo
Os parlamentares votam também um parecer de arquivamento da Comissão de Fiscalização e Controle referente a um pedido de apuração, de 2008. O objeto foi a declaração de Luciano Cintrão em uma audiência pública, quando falou que o sistema de cobranças de tributos municipais era sujeito a vulnerabilidade. Ele representava a Fundunesp, que era responsável pela gestão desse sistema, à época, no governo Tuga Angerami.
?Não compareceu
De acordo com a assessoria de imprensa da Câmara Municipal, o caso foi arquivado porque Cintrão não compareceu a dois chamados para prestar esclarecimentos em uma sindicância aberta na prefeitura. Por conta disso, cinco funcionários do setor foram consultados e negaram a procedência do que foi dito por Luciano. Já na Câmara, a demora para tomada de previdências pela Comissão teria sido provocada pela troca de legislatura entre 2008 e 2009.