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Tênis

Consultoria: Celso Sacomandi
| Tempo de leitura: 5 min

13, realizado no último final de semana em Rio Preto, o brasileiro Thomaz Bellucci se redimiu, perante aos brasileiros, de todos seus maus resultados ultimamente. Na sexta-feira, entrou em quadra quando os colombianos já haviam vencido o primeiro jogo e, depois de estar perdendo por 2 sets a

, foi suficientemente forte psicologicamente, e também tecnicamente, para virar o jogo e vencer o colombiano Alejandro Falla, conquistando um ponto importantíssimo. No domingo entrou em quadra com o Brasil vencendo por 2 x1, já que João Souza (Feijão) havia perdido na sexta-feira e os brasileiros Marcelo Melo e Bruno Soares tinham vencido o jogo de duplas. A pressão, novamente, estava nas mãos de Bellucci, apesar do placar favorável, pois em caso de derrota, frente a Santiago Giraldo, provavelmente Feijão também perderia, já que além de sentir a pressão, é um jogador inferior aos colombianos. Mas Bellucci, surpreendendo a todos, dominou o jogo do início ao fim, vencendo por 3 sets a

, sacramentando a vitória do Brasil. Vale destacar que Bellucci e Giraldo já haviam se enfrentado cinco vezes , sendo que a única vitória do brasileiro foi em 2

7. 

 

 

 

AGORA A REPESCAGEM

 

Em sorteio a ser realizado amanhã, para se saber como serão os confrontos dos playoffs da Copa Davis, sabe-se que um dos adversários do Brasil pode ser a Suíça de Roger Federer. Para que se entenda, os playoffs funcionam assim: os oito países que perderam na primeira rodada do Grupo Mundial, no caso em 2

12 (Cazaquistão, Rússia, Alemanha, Itália, Canadá, Suíça, Suécia e Japão), irão enfrentar, por sorteio, os países vencedores dos Zonais (Brasil, Chile, Austrália, Uzbequistão, Bélgica, África do Sul, Holanda e Israel), sendo que os vencedores desses confrontos jogam, em 2

13, o Grupo Mundial e os perdedores os Zonais. O mando do jogo depende de onde foi o último confronto entre esses dois países, com alternância da sede; se nunca se enfrentaram, o caso é de sorteio. Caso o adversário seja a Suíça, os jogos serão no Brasil, já que o último confronto aconteceu no país europeu. 

 

 

 

GRUPO MUNDIAL

 

Pelo Grupo Mundial da Copa Davis, os jogos eram válidos pelas quartas de final e os resultados foram: Espanha 4 x 1 Áustria; França 2 x 3 Estados Unidos; República Tcheca 4 x 1 Sérvia; Argentina 4 x 1 Croácia. Os países mencionados primeiro jogaram em casa. A Espanha jogou sem Rafael Nadal, e mesmo assim venceu com tranquilidade. Gostei de a França ter perdido, pois antes mesmo do início do confronto seus jogadores comentavam onde jogariam as semifinais. Curioso é que a Sérvia jogou desfalcada do melhor jogador do mundo, Novak Djokovic; mas parece que este não estava muito preocupado com os resultados dos jogos de seu país, pois foi filmado assistindo o confronto entre França e Estados Unidos, que se realizou em Monte Carlo. A Argentina, com a equipe completa, venceu em casa. Pela dedicação e empenho que seus jogadores vêm dando ao torneio nos últimos anos, a Argentina, merece ser campeã, algo que nunca conseguiu. 

 

 

 

SEM MURRAY

 

No confronto da Copa Davis pelo Grupo Europa/África contra a Bélgica, mesmo tendo se realizado em Glasgow (Escócia), o escocês Andy Murray não defendeu a  Grã-Bretanha, que foi derrotada por 4 x 1. O jogo valia também uma vaga para os playoffs do Grupo Mundial. Não sei ao certo o motivo para Murray não ter jogado, mas  acredito que os britânicos esperam muito de um jogador, no caso Murray que, pelo visto, não dá a mínima importância para a expectativa do povo inglês.    

 

 

 

PRATICANTES CAINDO

 

O ultimo inglês a vencer o torneio de Wimbledon (Londres) foi a tenista Virginia Wade, em 1977. O britânico Andy Murray é o quarto do mundo, mas nunca venceu um Grand Slam, e quando pode defender a Grã-Bretanha em Copa Davis, se esquiva. Como resultado, o número de tenistas praticantes por lá vem caindo. Dos 475 mil em 2

7/2

8, caiu para 375 mil em recente pesquisa. À vista disso, a Law Tennis Association (Federação Britânica de Tênis) passará a receber anualmente 53

mil libras (R$ 1,5 milhões) a menos do que recebia da Sport England (órgão que mantém os esportes) para a formação de novos tenistas.   

 

 

DICA

 

Um dos maiores problemas para quem vai sacar é o lançamento da bola (toss). Para muitos,  o lançamento da bola, às vezes vai para o lado direito, às vezes para o esquerdo, outras vezes para trás. Quanto mais alto é o lançamento da bola, maiores as chances de ela ir para onde você não deseja. O ideal é lançar a bola a uma altura (máxima) que você possa golpeá-la assim que ela chega ao seu pico, ou seja, quando a bola vai dar inicio à sua queda. Essa altura deve corresponder ao comprimento de seu braço, com a raquete totalmente estendida. Outra dica que pode ajudar a melhorar o seu “toss” é sacar com duas bolas na mão, ao invés de colocar uma no bolso, o que força o jogador a segurar a bola que vai ser lançada, com a ponta dos dedos, além de obrigá-lo a estender, por completo, o braço que vai lançar a bola, impossibilitando o lançamento da bola com o braço ainda na subida.  

 

 

CURIOSIDADE

 

Depois de vencer a França, em Monte Carlo, no saibro, em confronto de quartas de final da Copa Davis, os Estados Unidos agora vão enfrentar a Espanha na casa do adversário, onde certamente os espanhóis vão escolher jogar em quadras de saibro. A equipe da  Espanha, mesmo sendo formada pelo  “Rei” do saibro, Rafael Nadal, além de David Ferrer, Nicolas Almagro e outros, todos especialistas em quadras de saibro, o herói da vitória americana frente a França, o gigante americano John Isner, disse preferir enfrentar a Espanha no saibro. O curioso aí é que a enorme maioria dos tenistas americanos, por terem iniciado no tênis em quadras duras ou rápidas, sentem dificuldades para jogar em saibro. Mesmo assim, Isner, apesar de sua altura, com 2,

5m, fator de dificuldade para jogar nesse tipo de piso, além de vencer seus dois jogos contra a França (no saibro), vem conseguindo outras boas vitorias no referido piso. Uma delas foi sobre o suíço Roger Federer, no início do ano, também pela Copa Davis.  

 

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