Greves nos estádios da Copa chegam a 16
No mês de fevereiro, algumas centrais sindicais começaram a trabalhar a hipótese de realização de uma greve geral nas obras das arenas da Copa do Mundo. A ideia era fazer a paralisação do meio do mês de março, durante visita de representantes da Fifa ao Brasil. Joseph Blatter, o presidente da entidade, de fato veio, mas as greve geral não ocorreu. No entanto, interrupções das atividades no “varejo” estão sendo observadas com atenção pela Fifa e pelo Comitê Organizador Local (COL). A preocupação é que essas greves, a princípio esporádicas, façam parte de um movimento articulado.
As três greves mais recentes, duas ainda em andamento (em Salvador e Fortaleza), somam a outras 13 que já ocorreram desde o início das construções. Das 16 paralisações em obras de arenas da Copa registradas até agora - algumas foram paralisadas mais de uma vez -, só escaparam, curiosamente, apenas os três estádios definidos como particulares que serão utilizados no Mundial - Itaquerão (Corinthians), Beira-Rio (Internacional) e Arena da Baixada (Atlético Paranaense).
O Maracanã, em contrapartida, já viveu a situação duas vezes, ambos no ano passado, num total de 24 dias de paralisação. A campeã de paralisações é a Arena Pernambuco, que teve interrupção dos trabalhos em outubro passado (24 horas), em novembro e em janeiro deste ano.
A primeira greve em uma obra da Copa ocorreu na Arena Pantanal, em março do ano passado. Foi um paralisação relâmpago por aumento de salário. Também foi rápida (um dia) e pelo mesmo motivo, a paralisação no Castelão ocorrida em junho. O estádio cearense, portanto, enfrenta agora sua segunda greve, assim como a Fonte Nova, que em fevereiro parou por três dias.
O Mineirão também já conviveu com duas greves, ambas no ano passado, num total de 1
dias sem trabalho. Este também foi o período da paralisação no Nacional Mané Garrincha, em Brasília, ocorrida em outubro. A Arena das Dunas, em Natal, ficou paralisada 1
dias, mas retomou as atividades ontem.