Bairros

Homem morre com leishmaniose

Da Redação
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A Secretaria Municipal de Saúde informou ontem que, no mês de janeiro, foi registrada a primeira morte por leishmaniose em Bauru em 2

12. Trata-se de um homem de 28 anos, morador do bairro Mary Dota. No ano passado, três pessoas morreram em decorrência da doença na cidade.

 

Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, apesar do falecimento ter ocorrido neste ano, este caso fazia parte das estatísticas que apontaram pessoas infectadas pela doença em 2

11, que também ontem teve mais um registro divulgado pelo município: o de um menino de 6 anos, morador do Jardim Silvestre, que foi tratado no Hospital Estadual (HE). Desta forma, no ano passado foram registrados 38 casos da doença em Bauru.

 

Já a confirmação do primeiro caso de leishmaniose referente a 2

12 também foi feita à imprensa ontem, que é o de uma criança de 5 anos, do sexo feminino, moradora do Ferradura Mirim. Ela já recebeu tratamento no HE. 

 

Em relação à vítima fatal, a secretaria informou em nota oficial que o paciente também apresentava uma doença de base, o que fez com que a análise das causas da morte só fosse concluída neste mês.

 

A leishmaniose é transmitida por vetores da espécie Lutzomia longipalpis, mosquitos de tamanho diminuto e de cor clara, conhecidos comumente como mosquitos “palha”, que vivem em ambientes escuros, úmidos e com acúmulo de lixo orgânico.

 

Pessoas e outros animais infectados são considerados reservatórios da doença, uma vez que o mosquito, ao sugar o sangue destes, pode transmiti-lo a outros indivíduos ao picá-los. Em região rural e de mata, os roedores e raposas são os principais. No ambiente urbano, os cães fazem esse papel.

 

Os animais infectados pelo mosquito palha apresentam como principais sintomas o emagrecimento, crescimento das unhas e queda dos pelos. Febre de longa duração, fraqueza, emagrecimento e palidez são alguns dos sintomas apresentados pelos humanos, quando infectados. O período de incubação é muito variável: entre dez dias e dois anos.

 

Portanto, a Secretaria de Saúde ressalta que a manutenção da limpeza nos quintais, o acondicionamento correto do lixo orgânico (restos de comida, cascas de frutas, verduras e outros) são medidas preventivas contra a doença que devem ser tomadas pelos responsáveis  pelos imóveis com edificações ou não no município. 

 

 

 

Doenças de base

 

Conforme já informado pelo JC em matérias anteriores, a manifestação do protozoário que causa a leishmaniose ainda é muito discutida. Sabe-se que a parasitose se desenvolve com agressividade em humanos que possuem deficiências no sistema imunológico, crianças subnutridas ou desnutridas, idosos imuno-deprimidos e também em portadores de doenças de base como diabetes, hipertensão e aids.

 

Por outro lado, segundo informações do Departamento de Saúde Coletiva (DSC) da secretaria, quem possui sistema imunológico saudável pode conviver com o parasita por toda vida sem que ele se manifeste. Em alguns casos, pode-se até evoluir para um quadro de auto-cura.

 

“Quando o mosquito pica um humano que possui o sistema imunológico bom, o parasita acaba sendo atacado pelas células de defesa do organismo. Geralmente eles ficam em pouca quantidade, mas há relatos de pessoas que ficaram curadas”, disse o diretor substituto do DSC de Bauru, Flávio Tadeu Salvador, em matéria publicada no JC em abril do ano passado, quando foi divulgada a morte de uma criança de 1 ano por leishmaniose.

 

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