Regional

Candidatas reclamam de concurso

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 3 min

Cafelândia – Quatro candidatas que fizeram no último dia 1º a prova do concurso público para o preenchimento de vagas na prefeitura de Cafelândia (83 quilômetros de Bauru) procuraram a delegacia de polícia da cidade para registrar boletim de ocorrência (BO) apontando supostas irregularidades na aplicação dos exames. Uma delas encaminhou representação ao Ministério Público (MP) para a apuração de suposta fraude no processo de seleção.

 

O concurso visando ao preenchimento de 6

vagas para nove cargos públicos foi realizado pela empresa C.A. Consultoria e Planejamento, sob a supervisão da Secretaria Municipal de Administração. O edital foi publicado no início de fevereiro e as provas foram aplicadas no dia 1º de abril, no período da tarde, nas dependências da Escola Técnica (Etec) Profª Helcy Moreira Martins Aguiar.

 

No BO, Priscila de Souza Santos, Larissa Stefani Pereira da Silva, Sonia Regina de Oliveira e Mariana Bonifácio Navarro declaram que as provas chegaram às salas em envelope violado e que foram orientadas pelos fiscais a não preencherem o campo “nome”, colocando apenas o número de inscrição na folha. Elas também reclamam que foram impedidas de levar para casa o caderno de questões para conferência, fatos que, segundo as candidatas, não estavam previstos no edital.

 

Além dessas supostas irregularidades, na representação enviada ao MP, a candidata Priscila, que prestou concurso para o cargo de Pajem, denuncia que, durante a aplicação das provas, o único fiscal da sala não conferiu em nenhum momento a documentação dos presentes. “Os fiscais não ficaram dentro das salas quando as provas foram entregues, havendo pessoas com celulares e os utilizando durante a aplicação das provas”, diz.

 

Ela também reclama que, apesar dos fiscais terem divulgado que o resultado final do concurso seria publicado no último dia 8, nessa data, foi divulgado apenas o gabarito de respostas das provas, e que os organizadores não anularam questões que deveriam ter sido anuladas. A candidata revela ainda a existência de boatos sobre suposto direcionamento de vagas a funcionários que ocupam cargos em comissão na prefeitura.

 

Abaixo-assinado com a assinatura de 49 munícipes solicitando a apuração das denúncias foi anexado à representação. O JC apurou que, ao contrário do que as candidatas afirmaram, o edital previa em seu capítulo VI, artigo 13, que as provas escritas não deveriam ser assinadas pelos candidatos. Já os artigos 3 e 12 do mesmo capítulo estabeleciam a necessidade de retenção do caderno de questões ao final do exame.

 

Por meio da assessoria de imprensa, a prefeitura de Cafelândia informou que a empresa responsável pelo concurso é idônea e foi contratada após licitação. “Quando a prefeitura contrata, ela deixa na mão da empresa”, diz. O Executivo declarou que não iria se manifestar a respeito das denúncias por ainda não ter sido notificado pelo MP.

 

O JC tentou localizar os responsáveis pela C.A. Consultoria e Planejamento por meio da prefeitura de Cafelândia, mas a assessoria de imprensa do Executivo alegou que apenas o departamento jurídico tinha o contato dos mesmos e que não havia ninguém no setor no final da tarde de ontem.

 

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