Mais uma vez, falhou a diplomacia brasileira na visita da presidente Dilma aos EUA. Esperamos tanto tempo para negociarmos com o país mais poderoso do mundo. Mesmo com as dificuldades em sua economia, os EUA são grandes e robustos em ensino universitário, pesquisas, anualmente produzem 70% dos prêmios Nobel em vários segmentos, a cada ano que passa.
Mas a nossa diplomacia tupiniquim falhou. Levamos pouca coisa e não trouxemos nada de positivo, a não ser o reconhecimento pelos EUA de nossa cachaça como produto brasileiro, mas tivemos que reconhecer o bourbon deles como produto americano, e o presidente Obama disse que tem apreço por uma vaga na ONU para o Brasil, só apreço, assento não. Perdemos a grande oportunidade de negociarmos os investimentos em energias eólica e solar, que eles estão praticando lá. Aqui, o governo federal quer barragear todos os rios para energia elétrica e passivo ambiental de perpetualidade como Belo Monte e a liberação de bilhões para as empreiteiras via BNDES.
Nossa presidente, em lugar disso, procurou defender Cuba na Cúpula das Américas e nem recebeu respostas de Obama. E o que foi pior, recebemos um cancelamento do governo americano dos 20 aviões Tucano que seriam produzidos pela Embraer para uso na guerra do Afeganistão. O presidente Obama pediu e recebeu o sinal: abertura de dois consulados americanos, um em Porto Alegre e outro em Belo Horizonte, pois com isso os brasileiros levarão mais divisas para os americanos. Com tristeza pelo pensamento de que "O brasileiro é bonzinho mesmo". Com a palavra, os donos do poder e a diplomacia da cachaça.
Jose Pedro Naisser