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Tradição do basquete no ?Bronx bauruense? passa de pai para filho

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Viva por cerca de duas décadas, a paixão pelo basquete na quadra de esportes do Bosque do Núcleo Geisel, conhecida como “Bronx de Bauru”, vem despertando a atenção de novos adeptos. Crianças e adolescentes, que conheceram o local quando ainda eram bem pequenos, levados pelos pais e tios, vão aprendendo os primeiros passos do esporte.

 

O rap vindo do alto-falante de um veículo estacionado no local e a intimidade dos jogadores com a bola explicam a relação entre a quadra de Bauru e o verdadeiro Bronx – um tradicional bairro de Nova Iorque que tornou-se famoso por abrigar amantes do hip hop e do basquete.

 

Os encontros ocorrem todos os sábados e reúnem em média de 2

a 3

crianças e adultos apaixonados pelo esporte. “O pessoal do futebol sabe que todo sábado, às 16h, a gente tá aqui”, conta o operador de telemarketing Natalino Rodrigues Batista Filho, 32 anos, conhecido como “Tico”, um dos mais “experientes” em quadra.

 

Segundo ele, apesar de ter horário para começar, as partidas não têm hora para terminar. “Só Deus sabe”, brinca. Além dos frequentadores “antigos”, a cada dia, o local ganha novos “jogadores”. “O pessoal fica sabendo que o ‘racha’ é ‘da hora’ aqui e acaba vindo para participar”, revela. “O lugar tá legal porque a gente sempre dá uma melhorada”.

 

Tico destaca como um ponto importante o bom estado de conservação da quadra. “O que eu quero deixar claro é que a quadra tem todo apoio do pessoal do basquete”, diz. “A comunidade do bairro e o pessoal do basquete é que arrumam o local, conseguem patrocínio, pintam a quadra”.

 

Entre os que “cresceram” no “Bronx bauruense” e hoje buscam espaço para jogar ao lado dos mais experientes, estão o estudante Jonathan Willian Rodrigues Batista, 15 anos, sobrinho de Tico. O garoto conta que o seu pai é jogador de basquete e hoje mora no Rio de Janeiro.

 

“Eu venho aqui desde os cinco anos. Hoje, eu acho que vou jogar junto com três amigos meus”, afirmou, observando a partida dos adultos. O estudante declara que vai seguir os passos do pai e jogar profissionalmente. “Eu pretendo porque é muito bom investir no basquete, é muito bom jogar”, pontua.

 

O amigo de Jonathan, Kevin Willians Corrêa da Cunha, 14 anos, também aguardava uma chance para entrar em quadra. Ele revela que conheceu o local quando ainda era criança, levado pelo pai, e que também quer se tornar um jogador de basquete profissional.

 

“Eu estou treinando lá na Unesp com um professor da prefeitura”, diz. De acordo com ele, durante as aulas, realizadas às terças e quintas-feiras, a partir das 15h3

, são ensinados os fundamentos do esporte. “Aqui a gente pratica um pouco mais livre, porque lá é só treino”, ressalta.

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