O único suspeito a ser julgado no que promotores dos Estados Unidos dizem ser um plano inspirado pela Al Qaeda para atacar o metrô de Nova York tinha plena intenção de realizar um atentado suicida, disse um promotor ao júri nesta segunda-feira, apresentando suas alegações iniciais no processo que corre na corte federal do Brooklyn.
Mas o advogado de Adis Medunjanin disse que seu cliente, um cidadão norte-americano de origem bósnia, de 28 anos, havia desistido do plano, pelo qual dois outros homens se declararam culpados.
O secretário de Justiça dos Estados Unidos, Eric Holder, afirma que esse caso representou uma das maiores ameaças à segurança do país desde os atentados de 11 de setembro de 2001.
Medunjanin é acusado de ter se mancomunado com dois colegas de colégio no Queens para realizar os atentados em 2009, numa vingança pelo tratamento dispensado pelos Estados Unidos aos muçulmanos.
O promotor-assistente James Loonam disse que os acusados receberam treinamento da Al Qaeda no Paquistão e voltaram aos EUA com a intenção de atacar.
Os dois outros suspeitos, Najibullah Zazi e Zarein Ahmedzay, ambos afegãos de 27 anos radicados nos EUA, se declararam culpados após fazerem um acordo com a promotoria comprometendo-se a relatar sua viagem aos campos de treinamento do Paquistão e detalhar o envolvimento de Medunjanin no complô do metrô.
Robert Gottlieb, advogado do réu, disse que seu cliente é um jovem "sério, estudioso e sincero", que se negou a participar com os amigos de "operações de martírio".