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Comissão aprova projeto que acaba com ?guerra dos portos?

Folhapress
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Brasília - Em sessão tensa, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou ontem o projeto que busca eliminar a disputa entre os portos brasileiros pelo ingresso de produtos importados.

 

O texto aprovado reduz de 12% para 4% as alíquotas interestaduais do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre importados, reduzindo a receita dos Estados que oferecem os incentivos.

 

Apoiada pelo governo Dilma Rousseff e pelas entidades representativas da indústria nacional, a proposta sofreu oposição veemente dos governadores e das bancadas de Goiás, Espírito Santo e Santa Catarina, inclusive com ameaças de retaliação ao Planalto no Congresso.

 

Apesar de discursos e bate-bocas que fizeram a reunião se arrastar por mais de quatro horas, a aprovação foi folgada, por 2

a seis.

 

No entanto, um requerimento anterior para adiar a votação foi rejeitado por pequena margem, por 13 a 12.

 

Na “guerra dos portos”, Estados de menor expressão econômica oferecem incentivos fiscais para a entrada de produtos estrangeiros e depois se beneficiam da arrecadação do ICMS quando as mercadorias são revendidas para outros locais.

 

O governo quer que a proposta seja votada ainda nesta semana pelo plenário do Senado, mas os Estados ainda querem negociar compensações pelas futuras perdas de receita. Está em negociação, por exemplo, a mudança na correção das dívidas dos Estados com a União.

 

Como se trata de um projeto de resolução do Senado, a medida não precisa passar pela Câmara dos Deputados nem pela sanção presidencial para entrar em vigor.

 

 

 

BNDES compensará Estados

 

Brasília - O ministro Guido Mantega (Fazenda) afirmou ontem que o governo oferecerá financiamento de 7% ao ano, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), aos Estados que usam o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na importação.

 

A ideia é compensar a uniformização da alíquota do imposto a partir de 2

13, aprovado ontem na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Os Estados mais prejudicados pela mudança pedem uma transição gradual. “Para permitir que esses estados façam uma transição, o governo está oferecendo recursos, principalmente financeiros, a taxas de juros baixas, de modo que não terão dificuldade de ter recursos para novas atividades econômicas no lugar dessas que estão praticando”, disse Mantega.

 

A sugestão, segundo o ministro, é que Estados como Espírito Santo, Santa Catarina e Goiás, sejam estimulados a investir em infraestrutura, barateando o custo de produção.

 

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