Nacional

BC reduz taxa de juros para 9%, menor patamar em dois anos

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) anunciou ontem a redução de

,75 ponto percentual na taxa básica de juros, a Selic. Com a decisão, a taxa caiu para 9% ao ano. Este é a menor taxa de juros registrada em dois anos, desde abril de 2

1

, quando estava em 9,5% (veja quadro). 

 

A redução nos juros representou o sexto corte consecutivo e segue as indicações dadas pelo próprio Copom em suas duas últimas atas, quando a autoridade monetária afirmou que a taxa apontava para uma “elevada probabilidade” de se deslocar e se estabilizar no patamar “ligeiramente acima dos mínimos históricos” - registrados em 2

9, quando a Selic chegou a 8,75%. 

 

Como os cenários econômicos já apontavam para mais uma queda na taxa, o mercado tenta descobrir agora qual a sinalização para o futuro: se os juros continuam caindo, se serão mantidos neste patamar ou se devem iniciar um movimento de alta (caso possível se inflação voltar a subir, apoiada nas medidas de estímulo ao consumo anunciadas pelo governo após o desaquecimento da economia).

 

Nesta semana, o BC divulgou um indicador que funciona como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), que mostrou uma segunda queda mensal no nível da atividade, de

,23% em fevereiro, após recuo de

,13% em janeiro. 

 

A inflação caiu cerca de 2 pontos percentuais de setembro a março, quando passou de 7,3% para 5,2% (referente ao índice acumulado dos 12 meses anteriores). A redução da inflação agrada ao governo, que trabalha para reduzir os preços ao consumidor e estimular a demanda interna para não ficar dependente de exportações para um mundo em crise econômica. 

 

Além disso, medidas recentes anunciadas pelo governo pretendem coibir a compra de importados para aumentar a competitividade e fortalecer a indústria nacional. 

 

A redução da taxa básica de juros terá um efeito pequeno nos juros das operações de crédito para consumidores e empresas, segundo análise da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). 

 

Comentários

Comentários