São Paulo - O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) anunciou ontem a redução de
,75 ponto percentual na taxa básica de juros, a Selic. Com a decisão, a taxa caiu para 9% ao ano. Este é a menor taxa de juros registrada em dois anos, desde abril de 2
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, quando estava em 9,5% (veja quadro).
A redução nos juros representou o sexto corte consecutivo e segue as indicações dadas pelo próprio Copom em suas duas últimas atas, quando a autoridade monetária afirmou que a taxa apontava para uma “elevada probabilidade” de se deslocar e se estabilizar no patamar “ligeiramente acima dos mínimos históricos” - registrados em 2
9, quando a Selic chegou a 8,75%.
Como os cenários econômicos já apontavam para mais uma queda na taxa, o mercado tenta descobrir agora qual a sinalização para o futuro: se os juros continuam caindo, se serão mantidos neste patamar ou se devem iniciar um movimento de alta (caso possível se inflação voltar a subir, apoiada nas medidas de estímulo ao consumo anunciadas pelo governo após o desaquecimento da economia).
Nesta semana, o BC divulgou um indicador que funciona como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), que mostrou uma segunda queda mensal no nível da atividade, de
,23% em fevereiro, após recuo de
,13% em janeiro.
A inflação caiu cerca de 2 pontos percentuais de setembro a março, quando passou de 7,3% para 5,2% (referente ao índice acumulado dos 12 meses anteriores). A redução da inflação agrada ao governo, que trabalha para reduzir os preços ao consumidor e estimular a demanda interna para não ficar dependente de exportações para um mundo em crise econômica.
Além disso, medidas recentes anunciadas pelo governo pretendem coibir a compra de importados para aumentar a competitividade e fortalecer a indústria nacional.
A redução da taxa básica de juros terá um efeito pequeno nos juros das operações de crédito para consumidores e empresas, segundo análise da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).