Garça - Três pessoas presas ontem em Garça (7
quilômetros de Bauru) são acusadas de golpes praticados na região de Pirapozinho, mas na casa de um deles foi descoberta uma destilaria para produção clandestina de bebidas importadas. Os garcenses – entre eles um rapaz preso recentemente em Lins e sua esposa – são acusados da prática do golpe da clonagem de cartões, inclusive formariam uma quadrilha que age em todo o Estado de São Paulo, e até mesmo outras regiões do País.
Também foi expedito mandado de prisão para um quarto indivíduo que não foi localizado porque já está preso. Adriano Lopes Oliveiro, 35 anos, o “Caveirinha”, foi autuado em flagrante no início da semana em Ibitinga, acusado de derrame de notas falsas.
Segundo o delegado Luis Otávio Forti, titular da delegacia de Pirapozinho, as investigações para chegar ao grupo começaram há cerca de 4
dias, quando foi registrado o primeiro crime da quadrilha na cidade. As diligências apontaram fortes indícios do envolvimento dos moradores de Garça em vários golpes ocorridos nas cidades de Presidente Prudente, Presidente Venceslau e Martinópolis, inclusive com reconhecimento por parte de algumas vítimas, abordadas pelos acusados dentro de salas de auto atendimento das agências bancárias.
Pelo que foi apurado, a quadrilha age primeiramente instalando os chamados “chupa-cabras” - equipamento da captura de dados de cartão – nos caixas eletrônicos. De posse dos dados pessoais e sigilosos, eles faziam as transferências, saques, e pagamento de contas, promovendo uma devassa na conta bancária da vítima. Em alguns casos, os golpistas aparecem nas salas para auxiliar a vítima que normalmente tinham o cartão retido na máquina.
Além dos supostos estelionatos, um dos detidos terá que responder pelo crime de adulteração de produto alimentício, já que em sua casa os policiais encontraram uma destilaria caseira, usada para fabricação de bebidas importada.
Os materiais e produtos apreendidos revelam que o acusado falsificava conhecidas marcas de bebidas, que eram consumidas em Garça e região. Álcool de cereais e xarope, principal matéria prima das bebidas, embalagens, caixas garrafas, rótulos e até mesmo lacres usados para falsificar as marcas foram localizados na residência. “É uma quadrilha bem articulada, que pelo que apuramos, está organizada há mais de dois anos praticando a mesma modalidade de crime”, informou Luis Otávio, que descartou a existência de um líder dentro da quadrilha. Todos os indivíduos foram transferidos para a Comarca de Pirapozinho, onde cumprem prisão temporária de cinco dias.