Esportes

Vôlei: Sada Cruzeiro e Vôlei Futuro decidem título da Superliga

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

A Superliga Masculina de vôlei terá um campeão inédito hoje. Cruzeiro e Vôlei Futuro, que bateram na trave na última temporada, ficando respectivamente na segunda e terceira posições, querem coroar o bom momento das equipes que fizeram boas campanhas na primeira fase da competição atual e que cresceram no momento decisivo. Todos os 5,8 mil ingressos foram vendidos antecipadamente para a partida das 1

h, no ginásio de São Bernardo do Campo, no Interior de São Paulo.

 

“As equipes chegaram na decisão porque são as melhores do momento”, avaliou Marcelo Mendez, técnico do Cruzeiro. O treinador argentino sabe que, para uma final em partida única, qualquer erro pode ser fatal. “No meu país, as decisões são em sete jogos. Aqui sabemos que não será fácil. Temos de entrar focados, concentrados e não podemos errar. Cada detalhe é importante”, avisou.

 

Marcelo Mendez elogiou bastante o adversário e, nos treinamentos para a final, preparou seu time para conseguir anular os principais pontos fortes do Vôlei Futuro. “Eles sacam muito bem, o Ricardinho é um ótimo levantador, será complicado”, revelou o treinador do Cruzeiro.

 

Na primeira fase da Superliga, as duas equipes se enfrentaram duas vezes e o Cruzeiro levou a melhor em ambas as oportunidades. Mas isso não serve para aumentar o otimismo dos mineiros. O levantador William garante que sua equipe está vacinada. “Isso não quer dizer nada, o campeonato é muito equilibrado e competitivo. Para o Minas, que enfrentamos na semifinal, tínhamos perdido as duas na primeira fase e depois ganhamos na semifinal, até com certa tranquilidade. É muito do momento. Temos que acordar bem no dia, a gente já teve uma experiência no ano passado de perder a final”, lembrou.

 

William fará um duelo à parte com Ricardinho, de quem é grande amigo. Os dois são os cérebros de suas equipes e importantes para chegar ao título. Mais experiente, Ricardinho também acha que o resultado da primeira fase não serve de parâmetro para a final deste sábado. “Toda hora temos exemplos que mostram isso. Precisamos entrar concentrados e ligados para vencer”, disse o jogador do Vôlei Futuro.

 

Na disputa do título pela quarta vez, o ponteiro do Sada Cruzeiro, Filipe, ainda não aprendeu a controlar a ansiedade. Campeão na temporada 2

4/2

5, pelo extinto Banespa, Filipe esteve em outras duas finais de Superliga: na temporada

6/

7, pela Cimed, e na edição passada, também pelo Sada Cruzeiro.

 

“Estou sentindo uma ansiedade normal. Essa já é a minha quarta final. A equipe está bem focada e pronta para disputar o título. O trabalho foi feito durante toda a Superliga e essa foi uma das temporadas em que a equipe mais se entregou. Não tinha dor, frio e nem calor. Está todo mundo treinando e se dedicando. Os mais jovens estão tendo a oportunidade de disputar uma final pela primeira vez e essa mescla de jogadores novos com experientes fez bem a equipe”, comentou Filipe.

 

Companheiro de Filipe na conquista do título de 2

4/2

5, o central Michael, agora jogador do Vôlei Futuro, repete o discurso sobre a importância do foco, mesmo no dia em que faz aniversário.

 

“Desde que começou a preparação para a final, todas as atenções estão voltadas para esse jogo. A partir de hoje (ontem), então, quando a ansiedade começa a bater muito mais forte, temos que pensar no que fazer durante e partida e esquecer um pouco dos fatores externos”, afirmou Michael, que fez 29 anos na véspera de final.

 

O outro central do time paulista, Vini, entrará em quadra hoje como o único jogador campeão da Superliga passada. Na temporada 1

/11, Vini conquistou o título com o Sesi-SP e, nesta, se transferiu para o Vôlei Futuro, pelo qual espera subir no degrau mais alto do pódio novamente.

 

Comentários

Comentários