Sob o céu carrancudo contrastando com as copas das árvores, o público coloriu, ontem pela manhã, o Bosque da Comunidade, na Zona Sul de Bauru. Em ritmo harmonioso e descontraído, crianças, jovens, adultos e idosos se misturaram a exposições artísticas, que incluíam desde quadros e fotos, por exemplo, até apresentação de malabares e contação de histórias. Desta vez, instrumentos musicais se sobrepuseram, por algumas horas, ao som dos pássaros.
O diálogo afinado entre os presentes e arte literalmente descoberta demonstra que quem semea cultura colhe público, comprovaram as idealizadoras da proposta Manu Saggioro e Janaina Macena. Para elas, a palavra interatividade é chave para entender o Projeto Jardim Cultural, patrocinado pela Lei de Estímulo à Cultura, da Secretaria Municipal de Cultura. A proposta é a troca de experiências entre público e artistas, exercício capaz de ampliar repertórios e horizontes, em busca de uma sociedade mais consciente e sustentável.
Ambas tem como missão “plantar cultura na cabeça das pessoas” para que a experiência possa mudá-las de alguma maneira. E a iniciativa já tem seguidores. É o caso da pequena Ágata, 3 anos. Junto com a mãe Júlia Bragiato e do pai Júlio Oliveira, aproveitou ontem para acompanhar o conto “O Rouxinol do Imperador”, de Hans Christian Andersen, adaptado por Camila Oliveira. “Fomos à Copaíba (primeira edição desta fase) e continuaremos acompanhando”, explica a mãe.
Também prometem assiduidade as amigas Ana Carolina Pacheco, Vanessa Santos, Roberta Antonelli e Lilian Frabetti. Ao som do grupo Grupo Os Cordados, alegaram que dá para sair da balada e seguir direto ao evento. Compensa o esforço, garantem. “Os espaços públicos precisam ser melhores aproveitados”, acrescenta Luíza Brandão, 72 anos. Com empolgação de 25 anos, estava acompanhada do irmão Paulo e da pequena Juliana Zugaib, de um ano e meio.