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Força do técnico

Luiz Gonzaga Bertelli
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Apenas um em cada dez estudantes que passam pelas Faculdades de Tecnologia de São Paulo (Fatec?s) não está empregado após um ano de formatura, segundo números do governo estadual. O índice para jovens que concluem as Escolas Técnicas de São Paulo (Etec?s) é um pouco mais baixo, mas não menos expressivo: de três em dez. Aí está a prova de como o mercado está receptivo a profissionais capacitados por cursos técnicos (nível médio) e tecnológicos (superior), de menor duração e mais flexíveis no alinhamento às demandas emergentes. Entre as formações mais demandadas estão: informática, soldagem e processos de produção, pelas Fatec?s; e eletrotécnica, segurança do trabalho e açúcar e álcool, pelas Etec?s. Todas essas informações, entre muitas outras, foram transmitidas pelo próprio governador Geraldo Alckmin durante palestra, no ano passado, no Teatro CIEE. No encontro, afirmou que a educação é prioridade de sua administração, sintonizada à valorização e ao melhor aproveitamento de vocações regionais associadas a centros de pesquisa e desenvolvimento. Bom exemplo é o Colégio Técnico Shunji Nishimura, de Pompéia, que oferece um exclusivo curso de Mecânica de Agricultura de Precisão que só se equi para no mundo a outro de Oklahoma, nos Estados Unidos.

Além dessa orientação, que faz com que a inclusão profissional de jovens se dê em ritmo acima da média, os estudantes podem sempre contar com a capacitação adicional adquirida em programas de estágio, o que tem grande importância estratégica para as economias locais. A empresa que contrata estagiário fora da região metropolitana está contribuindo não só para a formação de uma geração de profissionais altamente qualificados e alinhados às suas necessidades mais prementes, como também para fixar o jovem na sua cidade. É passado o tempo em que para construir uma carreira de sucesso era necessário migrar para a "cidade grande", mesmo porque o estado desenvolveu polos econômicos que produzem tanta riqueza quanto a capital.  Convém alertar que as contratações de estagiários dos cursos técnicos e tecnológicos acompanham pari passu às do ensino superior tradicional. Entretanto, em todas essas modalidades, a abertura de vagas continua aquém da necessidade dos jovens: mais de um milhão de estudantes aguardam convocação para processos seletivos no banco de perfis do CIEE.

Os empresários precisam reconhecer a importância de oferecer esse treinamento, cuja finalidade é essencialmente pedagógica. A lei garante uma série de incentivos, como a isenção do pagamento de encargos trabalhistas, para estimular a formação de novas gerações de técnicos. Vale destacar que o mesmo benefício também assiste as empresas que contratam estagiários dos níveis médio e superior.


O autor, Luiz Gonzaga Bertelli, é presidente executivo do Centro de Integração Empresa-Escola ? CIEE, da Academia Paulista de História ? APH e diretor da Fiesp

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