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Estudantes voltam a protestar no Chile, apesar de medidas do governo

Folhapress
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Santiago - Cerca de 5

mil estudantes protestaram ontem nas ruas de Santiago, no Chile, pedindo melhoras na educação superior. Os atos acontecem no dia em que o presidente Sebastián Piñera anunciou mudanças no financiamento educacional e uma reforma tributária para aumentar a verba para as universidades.

 

De acordo com a polícia, o número de manifestantes foi menor, cerca de 25 mil. O protesto teve a participação do presidente da Federação de Estudantes da Universidad de Chile (Fech), Gabriel Boric, e da porta-voz da organização e um dos símbolos das reivindicações dos universitários, Camila Vallejo.

 

“Isso demonstra que continuamos lutando e que somos muitos. Continuamos fazendo história, nós não vamos nos calar na luta para que a educação seja um direito do povo”, afirmou Boric. “Queremos que 2

11 não seja só um parêntese, mas a fundamentação de um movimento que continue com o tempo”, disse o presidente da Federação de Estudantes da Universidad Católica (Feuc), Noam Titelman.

 

De acordo com os organizadores, o ato tem a intenção de pedir que os estudantes também sejam parte da discussão das políticas públicas de educação do governo chileno. Os atos também aconteceram em cidades como Concepción e Valparaíso, as duas maiores do interior do país andino.

 

Em meio aos protestos, o presidente Sebastián Piñera anunciou um projeto de reforma tributária cujos recursos serão destinados a aumentar a verba das instituições de ensino superior.

 

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