Brasília - A Caixa Econômica Federal ampliou a ofensiva estatal no mercado bancário, estendendo para o financiamento imobiliário os cortes de juros anunciados no início do mês.
A instituição anunciou ontem redução de juros de até 21% no crédito imobiliário pelo Sistema Financeiro de Habitação. Para imóveis de até R$ 5
mil, o juro cai de 1
% para 9% ao ano. Quem tiver conta salário no banco poderá ter taxa de 7,9% (veja quadro).
Para imóveis com valores menores, em circunstâncias específicas, incluindo a de o cliente ser cotista do FGTS, esse índice pode cair para 7,4% ao ano.
Para imóveis fora do SFH (valor superior a R$ 5
mil), as taxas caem de 11% para 1
% ao ano para todos os clientes. Quem tiver conta salário no banco poderá ter juro de 9%.
As novas taxas entram em vigor no dia 4 de maio.
Com as medidas, a Caixa estima que as novas contratações de crédito imobiliário em 2
12 podem chegar a R$ 96 bilhões após R$ 81,8 bilhões tomados em 2
11, afirmou o vice-presidente de governo e habitação do banco, José Urbano Duarte.
“Estamos num mercado com crescimento potencial. Hoje, detemos mais de 7
% deste mercado. Sabemos que o nosso movimento é importante”, disse Duarte a jornalistas.
Também ontem, o Citibank anunciou que reduzirá as taxas de juros para os clientes pessoa física a partir de 2 de maio nas linhas de crédito imobiliário, crédito pessoal, cheque especial e financiamento de veículos.
Os anúncios de ontem seguem a ofensiva deflagrada no início do mês, pelo também estatal Banco do Brasil com a orientação do governo para forçar uma queda dos spreads bancários. Ambos voltaram à carga na semana passada, após o Banco Central anunciar um corte de
,75 ponto percentual da Selic.
Os bancos privados seguiram o movimento, embora em menor intensidade, argumentando que o aumento da inadimplência para os maiores níveis em dois anos e a consequente necessidade de fazer maiores provisões para perdas limitam mais cortes de juro.