Geral

Reconstrução de rosto em Bauru deve levar três anos

João Pedro Feza
| Tempo de leitura: 2 min

Complexo, mas não inviável: este é o caso do jovem de 22 anos que vê em Bauru a chance real de ganhar uma nova face. O tratamento é longo, com duração de até três anos. A esperança é ainda maior, apesar de recentes decepções.

“Somente uma parte menor de um dos implantes deu certo, a que estou até hoje”, relata o paciente em seu site. “Quero que tudo mude”.

Conforme noticiou o JC ontem, Oziel e amigos (apenas primeiro nome divulgado) mobilizaram internautas para arrecadar dinheiro destinado a bancar a reconstrução de metade do seu rosto - arrasado por um câncer raro.

 “Ninguém queria pegar esse caso”, lembra a cirurgiã dentista e implantodontista Raquel D’ Aquino Garcia Caminha, 30 anos. Ela integra equipe do Instituto Branemark de Bauru desde a sua fundação, em 25 de setembro de 2005. É lá que Oziel foca sua recuperação.

“De fato, ele já havia feito alguns procedimentos que não deram certo em outros locais. Por intermédio de um cirurgião plástico, nosso colaborador, chegou até nós”, conta Raquel.

Oziel já esteve em Bauru, passou por avaliações e está pronto para iniciar cirurgias. Uma equipe multidisciplinar está envolvida no desafio da reabilitação do paciente, morador de Lucas do Rio Verde, interior do Mato Grosso.

Três etapas

Primeiro, a mandíbula: perdeu metade dela. “Vamos reconstruir com placas e parafusos”, conta Raquel. Depois, implantes dentários. E, ainda, cirurgia ortognática (para reposicionamento do que ficou torto”. “A recuperação depende diretamente da reação do organismo dele”. Oziel também receberá prótese de nariz e de lábio.

Custo calculado

A implantodontista Raquel Caminha conta que 80% das reabilitações no Instituto Branemark são gratuitas - sustentadas por doações internacionais à entidade criada pelo pesquisador sueco Pier Branemark , 84 anos - que, desde 2010, está de volta à terra natal.

No caso de Oziel, contudo, há procedimentos que, normalmente, sequer são feitos pelo instituto. Existem, ainda, gastos computados de viagens e estadias ao logo de todo o tratamento. “Um laudo indicou custos totais. Passamos para a Defensoria Pública da região dele. Ocorre que também teve a campanha pela internet”, observa Raquel.

Resultado: Oziel arrecadou pouco mais de R$ 100 mil em 38 horas. Um sucesso. O desafio maior passa a ser a reabilitação sem incidentes.  O matogrossense Oziel está nas mãos de Bauru.

  • Serviço

Para saber mais, acesse: www.ajudeoziel.org e www.branemark.org.br.

Comentários

Comentários