Internacional

Espanha e Estados Unidos desanimam economia global

Folhapress
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Nova York - A Espanha com a maior taxa de desemprego em 18 anos, os EUA crescendo menos do que a expectativa do mercado, a Itália pagando juros mais altos para financiar sua dívida e a queda do gabinete na Romênia - 1

º governo europeu vítima da crise. Foi esse o saldo de ontem, dia em que o noticiário apontou para a dificuldade de se superar a turbulência e retomar o crescimento.

 

É o que se depreende dos números divulgados em Madri. O mês de março fechou com 5,6 milhões de pessoas sem trabalho, o equivalente a uma taxa de 24,44%, maior índice desde 1994.

 

A notícia fechou uma semana negra para o país, cujo Banco Central havia revelado que, com a retração de

,4% do PIB no primeiro trimestre de 2

12, a economia espanhola entrara tecnicamente em recessão.

 

Ontem, porém, o Ministério de Economia contestou a previsão e afirmou que a retração será menor.

 

Nos EUA, o cenário é um pouco mais positivo, mas está aquém do que os analistas esperavam. A maior economia do mundo mundo perdeu força no início do ano e cresceu 2,2%, em termos anualizados, de janeiro a março, segundo estimativa do Departamento de Comércio. No quarto trimestre do ano passado, o PIB cresceu a um ritmo de 3%.

 

Da Itália, veio outro dado ruim. O governo foi forçado pelo mercado a elevar os juros dos títulos de 1

anos para 5,84%, enquanto em março conseguia financiar sua dívida com taxa de 5,24%.

 

Como a economia não cresce, a trajetória da dívida pode se mostrar insustentável e trazer problemas para o primeiro-ministro Mario Monti, que também tem apostado na austeridade.

 

Foi essa aposta que levou o primeiro-ministro da Romênia, Mihai Razvan Ungureanu, à lona. Ele não teve forças para impedir uma moção de censura e será substituído pelo socialista Victor Ponta.

 

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