Paris - O candidato que lidera as pesquisas para a eleição presidencial francesa, o socialista François Hollande, declarou ontem que a imposição de um limite no número de estrangeiros que entram no país se justifica durante uma crise econômica.
“Num período de crise, como estamos vivenciando, limitar a imigração por motivos econômicos é necessário e essencial”, disse o socialista, em uma tentativa de concessão aos eleitores da extrema direita que serão cruciais no segundo turno da eleição presidencial, em 6 de maio.
O partido de extrema direita Frente Nacional, de Martine Le Pen, obteve quase um quinto dos votos no primeiro curto e o apoio de seus eleitores está sendo buscado tanto por Hollande como por Sarkozy. Hollande declarou à rádio RTL ontem que, se eleito, pedirá ao Parlamento que fixe uma quota anual para a entrada na França de estrangeiros não integrantes da União Europeia que buscam trabalho.
Uma pesquisa de intenção de votos do instituto BVA divulgada nesta sexta-feira mostrou que Hollande avançou mais 1,5 ponto porcentual, passando a 54,5 por cento enquanto Sarkozy estava com 45,5 por cento. Outra sondagem, da CSA, aponta
Sarkozy fala de derrota
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, o azarão na eleição presidencial a ser decidida em 6 de maio, foi filosófico ontem sobre a possibilidade de perder, dizendo a um jornal de esportes que a derrota faz parte da vida no esporte e na política.
“Eu acho que recordes são feitos para serem batidos. Então, você não pode ficar triste se alguém toma o seu lugar, porque, afinal, essa é a regra”, disse Sarkozy ao diário esportivo L’Equipe, um de seus favoritos, em uma entrevista.
“É a regra no esporte e é a regra na política: em certo ponto todos devem perceber que foram sortudos em fazer o que fizeram”, disse o presidente conservador.