Integrantes do diretório municipal do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) oficializaram ontem, em decisão unânime, o apoio da legenda à reeleição do prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB). A decisão foi anunciada após uma reunião, realizada pela manhã, na sede do Sindicato dos Gráficos, no centro da cidade. Com este reforço, a aliança em prol da reeleição de Agostinho, que já contava com legendas como PT/PMDB/PDT/PR/PP/PSB/PC do B/PSC e PPL, ganha ainda mais visibilidade e tempo no horário eleitoral gratuito da TV, beirando os dez minutos de exposição para o pemedebista. Atraídos pelo virtual favoritismo do prefeito para sua reeleição, os partidos da frente que apoia Rodrigo formam um das maiores composições eleitorais dos últimos tempos em Bauru, que lembra a épica Arca de Noé, não só pelo tamanho como pela diversidade das espécies em seu interior.
Pouco antes do encontro, que reuniu aproximadamente 60 filiados, o presidente do diretório municipal do PTB, Ricardo Oliveira, garantiu que uma das prioridades do partido é buscar fortalecimento através das eleições proporcionais. Desta forma, segundo ele, mesmo já tendo existido a possibilidade de ter um candidato a vice-prefeito em uma das chapas, o PTB vai, agora, apostar suas fichas na busca de cadeiras no Legislativo para a legislatura 2013-2016. Apesar do Partido Verde (PV) ter convidado o PTB para integrar, como vice, a chapa majoritária (que lançará Clodoaldo Gazetta à disputa pelo Palácio das Cerejeiras), a tendência de apoio à reeleição de Rodrigo Agostinho acabou confirmada sem novidades durante a reunião de ontem.
Nesta semana, adianta Ricardo Oliveira, o vereador e ex-presidente da Câmara Municipal, pastor Luiz Barbosa, e a professora Maria Helena Catini, ambos pré-candidatos na eleição para o Legislativo neste ano, deverão formalizar a decisão do PTB em visita ao prefeito. A tendência em apoiar a reeleição de Agostinho era forte mesmo após a ruptura entre PTB e governo, vista desde a saída de Oliveira do cargo de titular da Secretaria das Administrações Regionais (Sear), no ano passado. Ricardo Oliveira, contudo, isenta o episódio como crucial para o rompimento das relações agora reatadas.
“Cerca de vinte dias atrás estivemos com o Rodrigo e acertamos que deveríamos apoiar a reeleição. Mesmo porque, nós ajudamos a levá-lo à prefeitura quatro anos atrás”, justifica o presidente do partido. Antes da oficialização, o partido tinha como hipótese lançar o empresário Toninho Gimenez como vice na chapa de Clodoaldo Gazetta, além da possibilidade de integrar ainda a chapa de Chiara Ranieri (DEM) que, agora, recebe apoio maciço do PSDB.
“Em recente pesquisa, passamos da condição de quarta para terceira força política da cidade, ultrapassando o PMDB, partido do próprio prefeito”, afirma o presidente do PTB, que agrega 25 pré-candidatos a uma cadeira na Câmara, entre eles o próprio Oliveira. “Nosso partido está reorganizado e oxigenado com novos nomes. Queremos eleger vereadores e nos fortalecer ainda mais”, vislumbra.
Reconciliação
Após deixar o comando da Secretaria das Administrações Regionais (Sear), o PTB rompeu com o governo, de acordo com Oliveira, após uma entrevista de Rodrigo Agostinho ao Jornal da Cidade. Na ocasião, o prefeito, recorda o presidente da legenda, afirmara que a justificativa para a existência da pasta seria “apenas” para manter acordo com a legenda. “Tanto é que saímos e a Sear continua aí...”, comentou, ontem. “Mas o importante agora é que o prefeito nos procurou, pediu a reunião conosco e fez questão de contar conosco”, justifica Oliveira.