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Evento de saúde atende 600 pessoas

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

Uma campanha promovida pelo Conselho Regional de Farmácia de São Paulo (CRF/SP) para orientar a população sobre o uso correto de medicamentos, os perigos da automedicação, dentre outras coisas, atendeu cerca de 600 pessoas na Praça Rui Barbosa, ontem, das 9h às 14h. Denominada “Farmacêutico na Praça”, a ação foi realizada simultaneamente em 20 cidades do Interior Paulista.

A intenção dos organizadores foi fazer com que o consumidor de medicamentos exija a presença de um farmacêutico no estabelecimento que ele costuma adquirir os produtos, a fim de que este profissional explique que a interação de medicamentos pode provocar resultados inesperados e graves.

O diretor da seccional Bauru do CRF, farmacêutico Fábio Henrique Valentim, diz que desconhece que na cidade existam farmácias atuando sem a presença deste profissional.

“Acreditamos que todas elas tenham um farmacêutico para atender os usuários. Mas, se não tiver, o consumidor pode comunicar a Vigilância Sanitária ou fazer uma denúncia anônima através do site www.crfsp.org.br, ou pelo telefone 3224-1884”, ressalta.


Cuidados


A preocupação constante dos farmacêuticos com este tema foi incrementada na última semana com a aprovação de uma medida provisória que libera a venda de medicamentos em supermercados, armazéns e empórios, desde que não estejam sujeitos a prescrição médica.

“Estamos orientando sobre os riscos de comprar medicamento em supermercado ou em qualquer outro local que não seja farmácia ou drogaria, porque lá não haverá um profissional habilitado e responsável”, pontua Valentim.

Segundo o diretor do Conselho Regional de Farmácia, poucas pessoas sabem que misturas aparentemente simples de medicamentos podem inibir ou potencializar a ação dessas drogas.

“A interação medicamentosa é um assunto importante. Pouca gente sabe que o anti-inflamatório e o antibiótico podem reduzir o efeito do anticoncepcional, por exemplo”, orienta.

Os antiácidos, medicamentos comumente usados para azia e má digestão, se usados com frequência podem mudar o PH do estômago e provocar uma úlcera estomacal, frisa Valentim. “O ácido acetilsalicílico, se usado para diminuir a febre de quem está com dengue, pode provocar uma hemorragia grave. Qualquer medicamento pode dar uma reação alérgica.”

 

Saúde testada na praça para todas as idades

A ação “Farmacêutico na Praça”, realizada ontem em 20 cidade do Interior paulista, contou com a parceria da Secretaria Municipal de Saúde em Bauru e ofereceu aferição de glicemia capilar (diabetes) e hipertensão arterial na praça Rui Barbosa.

“Atendemos um número próximo de 600 pessoas. Alguns com pressão arterial alterada que não fazem acompanhamento médico. Outros com alterações, mesmo fazendo uso de medicamentos. Todos foram orientados a procurar o médico para ajustes, troca ou indicação de medicamentos”, observa Fábio Henrique Valentim, farmacêutico e diretor da seccional Bauru do Conselho Regional de Farmácia (CRF).

Celso Camilo da Silva, 65 anos, estava no Centro da cidade e aproveitou para medir sua pressão arterial. Não gostou do resultado. A pressão estava um pouco acima do normal dele e a diabetes também. “Já tomo remédios. Fui orientado a procurar o médico”, disse.

Valentim explica que o uso contínuo de um determinado medicamento pode provocar alterações. “O organismo acaba se acostumando. Na hipertensão, é necessário o medicamento, exercício físico e dieta.”

Rosali Guimarães Costa e a filha Ana Carolina Costa Bau aproveitaram a oportunidade para “debutar” no exame de diabetes. “Eu queria que minha filha fizesse porque uma avó dela tem. Ainda bem que o resultado dela e o meu foram normais.”

Pela primeira vez, o CRF realizou a campanha em 20 cidades paulistas. Em Bauru, farmacêuticos voluntários e estudantes do curso de farmácia participaram dos serviços gratuitos.

A ação, segundo o CRF, procura despertar na população a importância da prevenção, acompanhamento e controle de doenças crônicas como o diabetes e a hipertensão arterial, além de alertar que o farmacêutico é um profissional de saúde acessível que pode ajudar nesse controle.

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