Às 10h50 de 2/11/1982, ele pilotava um avião militar de treinamento (Chipmunk DHC-1) da Força Aérea Portuguesa. O capitão Júlio Miguel Guerra rumava para o norte do país, perto da base aérea de Ota, numa altitude de 2.000 m, quando viu abaixo dele um ufo voando bem próximo do solo. De repente o ufo subiu em menos de 10 segundos para o lado do capitão. Aí o ufo estabilizou e ficou parado no ar, como um helicóptero. Era um disco metálico com duas metades, uma em cima outra embaixo, com um tipo de faixa ao redor, no centro. O topo, muito brilhante devido ao sol, não dava para ver detalhes. A parte inferior tinha uma cor entre o vermelho e o marrom.
A faixa central era um tipo de grade, com algumas luzes. O ufo teria 8 metros de diâmetro. Aí o ufo voou numa velocidade fantástica, numa grande órbita elíptica para a esquerda, entre 1.600 m para o sul e 3.200 m para o norte, sempre da esquerda para a direita, repetindo esta rota. O capitão chamou a torre de controle da base de Ota e disse que havia um ufo voando ao redor de seu avião. Após 15 minutos, os tenentes Carlos Garcês e Antônio Gomes se juntaram a ele, cada um pilotando um Chipmunk DHC-1. Eles então viram o ufo voando em órbita elíptica ao redor do avião do capitão. Os 3 conversaram entre si e com a torre pelo rádio enquanto o ufo circundava o avião. O capitão disse aos tenentes que iria tentar uma interceptação, isto é, iria em direção ao ufo, mas ficaria ao seu lado, o que forçaria o ufo a mudar o seu curso. Voou diretamente para a trajetória elíptica, já que a velocidade do ufo era muito superior à velocidade do Chipmunk. Mas o ufo veio na direção do capitão, parando no ar como um helicóptero, a uns 500 m sobre o avião,d esafiando todas as leis da aerodinâmica .O capitão ficou atordoado e apavorado.Estava numa sinuca de bico.
Seria atacado. Então, num piscar de olhos, o ufo voou em segundos para a montanha de Sintra e de lá para o mar. Retornaram os 3 aviões para a base aérea de Ota. Preencheram os pilotos, em separado, relatórios sobre o incidente. O general José Lemos Ferreira, chefe do estado-maior da Força Aérea Portuguesa, autorizou a liberação de todos os registros para uma equipe de engenheiros aeronáuticos civis e cientistas.
Gilberto Sidney Vieira