Cultura

Jovem bauruense se destaca ao fazer batidas para rappers


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O bauruense Vinicius Bomfim, de 15 anos, transformou sua paixão pelo rap e conhecimento musical adquirido no curso de violão para produzir beats para MCs amadores. Há nove meses no ramo, já conseguiu conquistar entre R$20,00 e R$300 por batida (o preço varia conforme a complexidade do trabalho contratado).

 

“Beats é a melodia de uma música, onde está envolvido o bumbo, sampler, clap, hats e baixo. Em seguida transformamos uma bateria real em som virtual. Nós, beatmakers, somos literalmente a base dos MCs. Sem nós, não há a música, assim como para nós, sem eles não há canção!”, destaca Bomfim.

 

Segundo Bomfim, os recursos para criação dessas batidas são apenas a imaginação e um computador com os softwares específicos. Mesmo sendo um hobby, ele pretende especializar-se na área e um dia estar atrás do toca discos de algum grupo de rap conhecido. Bomfim, também conhecido como Vihbe, já vendeu batidas para os MCs Edu Lenzi, Magrelo, GURA e Barker, populares na Internet. Para conhecer um pouco mais do trabalho do jovem bauruense o site é soundcloud.com/vihbe-beats.

 

Com origem no final do século XX entre as comunidades negras dos Estados Unidos por jamaicanos, o rap adentrou a cultura hip hop com discursos rítmicos de rimas e poesias, naquela oportunidade acompanhados por um beatboxer, mas com o decorrer do tempo já adotavam batidas produzidas por baixo e música eletrônica.

 

No Brasil, o ritmo teve sua ascensão nas periferias das capitais, onde os rappers e MCs divulgavam seus pensamentos através das letras das músicas, que continham improvisos e letras capazes de despertar a reflexão na comunidade em que viviam. Atualmente os artistas que se destacam no cenário são Projota, Emicida, Oriente, Criolo, Cone Crew Diretoria, Dexter, Sabotage, Ao Cubo, Xará, Rael da Rima, entre outros.

 

 

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