Damasco - Várias explosões contra alvos das forças de segurança em Idlib (noroeste da Síria) deixaram ontem ao menos oito mortos, segundo a TV estatal síria. Já o OSDH (Observatório Sírio dos Direitos Humanos) noticiou mais de 20 mortes.
“Mais de 20 pessoas, a maioria membros das forças de segurança, morreram em fortes explosões que atingiram a cidade de Idleb e tinham como alvos centros de segurança da cidade”, afirma o OSDH em um comunicado.
A TV oficial informou que as “explosões terroristas” provocaram oito mortes e deixaram dezenas de feridos, civis e membros das forças de segurança.
A emissora exibiu imagens de corpos e manchas de sangue, assim como edifícios atingidos e moradores desesperados.
“Esta é a liberdade que pedem? Onde está a liberdade?”, questionaram alguns, enquanto outros gritavam “Deus, Síria, Bashar e é tudo!”, o lema de apoio ao ditador Bashar al Assad, que não reconhece a envergadura da rebelião no país e afirma lutar contra “grupos terroristas armados”.
O OSHD também relatou uma explosão perto de Damasco, provocada ao que tudo indica por um carro-bomba, e citou vítimas, mas não divulgou um balanço preciso.
Um general norueguês encarregado de monitorar uma instável trégua de paz na Síria mediada pela ONU chegou neste domingo a Damasco, impulsionando uma missão que ativistas dizem que já ajudou a aliviar a violência na cidade de Homs, reduto da revolta popular contra Assad. O general Robert Mood reconheceu a enorme tarefa à espera da missão de 300 militares desarmados, que por ora tem apenas 30 membros no terreno
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou nesta segunda-feira os “ataques terroristas” nas cidades sírias de Damasco e Idlib, e disse que embora tenha havido melhoria na segurança em áreas monitoradas por observadores das Nações Unidas, ele estava “seriamente preocupado” com a continuidade da violência.