São Paulo - Na comemoração do Dia do Trabalho, celebrado hoje, as centrais sindicais têm uma bandeira em comum: acabar com o fator previdenciário, redutor aplicado nas aposentadorias por tempo de contribuição do INSS. Mudar as regras das aposentadorias é proposta defendida pela Força Sindical, pela UGT (União Geral dos Trabalhadores) e pela CUT (Central Única dos Trabalhadores).
Segundo o presidente da Força, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, as centrais vão se reunir na segunda-feira para definir as propostas que levarão ao governo. Força e CUT concordam em criar o fator 85/95, que dá aposentadoria integral a quem atingir, na soma da idade e do tempo de contribuição, o índice 85 (mulheres) e 95 (homens). “Esperamos conversar com o ministro Gilberto Carvalho (Secretário-Geral da Presidência da República) já na terça-feira.”
A Cobap (confederação dos aposentados e pensionistas) concentrará as atenções em Porto Alegre, onde pretendem reunir cerca de 3.000 aposentados. Segundo o presidente da Cobap, Warley Martins, a entidade quer pressionar o governo e os deputados federais para garantir que a Câmara vote do projeto que prevê substituir o fator previdenciário pelo 85/95. Neste ano, a prioridade da CUT é acabar com o imposto sindical -tema que divide as centrais.