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Incêndio destrói salas na Unesp

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Botucatu – Um incêndio destruiu ontem por volta das 10h30 duas salas e um laboratório da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade Estadual Paulista (Unesp) na Fazenda Lageado em Botucatu (100 quilômetros de Bauru). O prejuízo pode chegar a R$ 500 mil, além da perda de documentos e pesquisas de microbiologia na área de alimentação. A causa ainda será apurada pela perícia da Polícia Científica. Há suspeita de possível curto circuito – no local havia estufas, exaustores e equipamentos eletrônicos que ficavam ligados 24 horas.

 

Para o Corpo de Bombeiros, o fogo começou provavelmente após um curto circuito nas instalações elétricas. Imagem de cinegrafista amador mostra o momento do início do incêndio.  No prédio atingido funcionava o Serviço de Inspeção de Alimentos e de Produtos de Origem Animal, cujas pesquisas serviam de base para a atuação de agentes da inspeção sanitária.

 

Quando surgiu uma fumaça preta saindo das janelas da unidade, estavam na ala uma faxineira e o fiscal federal Jean Joaquim, do Ministério da Agricultura e Pecuária, que trabalha na unidade.  O fogo se alastrou rapidamente e atingiu também a cozinha. Joaquim ainda tentou apagar as chamas com um extintor, mas havia risco de explosão dos botijões de gás. O Corpo de Bombeiros isolou a área. O fogo foi controlado no final da manhã, mas tudo ficou destruído.  

 

Segundo o vice-diretor da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia de Botucatu, José Paes de Almeida Nogueira Pinto, o Corpo de Bombeiros foi acionado logo, mas houve dificuldade para controlar o fogo que se alastrou e quase atingiu uma área com drogas inflamáveis.

 

Nas salas, uma delas do vice-diretor, o incêndio destruiu móveis, documentos, livros, material de pesquisa, computador e equipamentos do setor de inspeção e do almoxarifado.

 

“Perdi apontamentos, livros, documentos e material de pesquisa. Só tenho o backup (cópia) de parte da pesquisa. Há papéis com cerca de 30 anos que foram destruídos”, disse o vice-diretor, que aguardava ontem à tarde a chegada da perícia. 

 

O montante dos prejuízos ainda não tinha sido calculado por depender de levantamento que será feito nesta semana. Nogueira Pinto estima em mais de R$ 500 mil. Só de reagentes, material adquirido para as pesquisas na área de microbiologia de alimentação perdido no incêndio, estão avaliados em cerca de R$ 90 mil. 

 

O vice-diretor informou que o prédio havia sido reformado recentemente e muitas instalações eram novas. As causas do incêndio serão investigadas pela Polícia Civil. A previsão é de que o laudo do Instituto de Criminalística (IC) fique pronto em duas semanas. 

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