Esportes

Basquete: Aposta na ?adoção?

Wagner Teodoro
| Tempo de leitura: 3 min

Enquanto negocia em busca de patrocínio após a saída da Itabom da cota master do time, o Bauru Basketball Team busca outras alternativas e estratégias para manter o elenco promissor e valorizado que tem em mãos. Jogadores como Larry Taylor, Fernando Fischer, Jeff Agba e Douglas Nunes são cobiçados por outras equipes pelo que apresentaram em quadra nesta temporada. Além disso, revelações como Gui, Luquinha e Andrezão chamam a atenção do mercado por seu potencial e evolução. Por isso, uma das apostas para segurar a base do time é a “adoção” de um atleta.

 

Pela modalidade de patrocínio, a empresa interessada pode custear a permanência do jogador na equipe e, em troca, explorar sua imagem ou expor sua marca através deste atleta. “Se a gente conseguir cotas, por exemplo, adotando o Larry, Fischer, eu, o Jeff, é muito legal para o time. Já fizemos os contatos, oferecemos todos os tipos de vantagens, não só da marca no uniforme, mas também de usar a imagem para ser mais uma modalidade de marketing, não ficar só na camisa e no nome do time. Estamos com grande expectativa”, declara o técnico Guerrinha.

 

De acordo com o treinador, entre as empresas que podem aderir a este tipo de patrocínio, estão a Multicobra, Mezzani e Superbom. A iniciativa é importante, uma vez que a temporada se aproxima do fim e os contratos dos jogadores vencem. Daí a necessidade de assegurar a permanência por mais um ano em Bauru. “O único que tem contrato para mais um ano é o Gui. O Larry tem até o final de julho e o contrato dos demais termina após o último jogo”, lembra Guerrinha. “Mas tem uma vontade de continuidade da maioria. Lógico que a cada temporada a gente faz alguns ajustes. Entra um, saí outro. Isso faz parte do processo. Mas o objetivo é ficar com 80% da base”, acrescenta o técnico.

 

Guerrinha afirma que não existem propostas oficiais para “levar” nenhum dos jogadores do Bauru, mas o técnico tem plena consciência de que seu elenco desperta a cobiça de várias equipes. “A gente sabe que existem equipes interessadas, porque nosso time é valorizado, com jogadores que interessam na maior parte a qualquer equipe. A gente sabe que no momento em que terminar a temporada estará livre para conversar. Por enquanto, não tem conversa, porque tem uma ética. Já funciona assim o mercado. Ninguém vem fazer uma proposta para um jogador que está jogando. Mas a hora que acabar o campeonato, a equipe de lá sair e a equipe de cá sair, está em aberto para começarem a conversas”, admite.

 

 

 

Negociações promissoras

 

O diretor técnico, Vítor Jacob, revela que o Bauru Basket negocia com várias empresas, que podem aderir ao projeto em diferentes faixas de patrocínio. “Estamos conversando com muita gente, acho que na quarta-feira (amanhã) poderemos ter novidade. Estou confiante”, comenta o Jacob. O diretor afirma que a renovação de contrato com os atuais patrocinadores está bem encaminhada. “Tirando a Itabom, todos os outros estão renovando ou aumentando (o patrocínio)”. Além disso, segundo Jacob, outras empresas, inclusive de fora de Bauru, têm procurado a equipe para iniciar negociações. “Empresas com potencial até para cota master”, aponta. 

 

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