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Estudo aponta que 8,9% dos caminhoneiros usam drogas

Folhapress
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São Paulo - Parte dos caminhoneiros que passam por São Paulo está consumindo drogas como anfetamina, cocaína e maconha de forma constante. É o que mostra pesquisa feita pela faculdade de medicina da USP que foi apresentada na semana passada pela primeira vez em seminário sobre segurança no trânsito promovido pelo Hospital das Clínicas.

 

O estudo, coordenado pela professora de medicina legal Vilma Leyton, coletou urina de 1.009 caminhoneiros, entre o final de 2008 e 2011, durante operações de saúde promovidas pela Polícia Rodoviária Federal.

 

Nas amostras de 90 (8,9%) deles havia resíduo das drogas - que podem ser detectadas caso tenham sido consumidas em até quatro dias antes do exame. Álcool praticamente não foi detectado, porque seus traços somem da urina em poucas horas.

 

A maior presença era de anfetaminas - drogas estimulantes conhecidas entre caminhoneiros como rebites-, que estavam presentes em 5,4% dos motoristas.

 

Para comparação, estudo mais recente do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas, da Unifesp, diz que apenas 0,3% da população brasileira havia consumido estimulantes no mês da pesquisa. A cocaína - que também, é estimulante- foi encontrada em 2,6% deles e a maconha, em 1%.

 

“Os números são altos nessa classe de trabalhadores porque eles têm uma carga de trabalho maior e precisam se manter acordados para dirigir, principalmente à noite. Eles admitem que usam para ficarem mais tempo acordados”, diz Daniele Mayumi, 27 anos, mestranda da Faculdade de Medicina que estuda os dados para sua dissertação.

 

Ela diz que, nas entrevistas que faz com os caminhoneiros, eles dizem que a cocaína está mais acessível e barata nas rodovias, mas que o rebite ainda é facilmente encontrado em farmácias que não exigem receita médica, postos de gasolina, restaurantes e entre os colegas.

 

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