Em nome de todos, que me permitam esta manifestação, somos os culpados por tudo o que o Brasil hoje tem de bom por nossa absoluta responsabilidade. Arquitetado com o melhor intento. Construído sobre os alicerces da honestidade, dignidade e idealismo. No modelo do caráter recebido dos nossos antepassados e legado aos nossos descendentes. Não deixamos exemplos de corrupção, violência, imoralidade e o desrespeito despudorado pelo divino dom da vida que hoje grassa por todos os caminhos. Ao longo da marcha pelo passado nos asfaltos do progresso, marcamos a reverência pela família, sociedade, trabalho e pelas leis de Deus e dos homens. A consciência nos autoriza a afirmar o nosso desprezo pela conduta desleal e desumana de indivíduos que ferem os princípios humanos e cristãos.
Não alimentamos a devassidão moderna pelos seus excessos incontroláveis. Não inventamos a impunidade. Ela agride violentamente a justiça. Infelizmente nosso clamor não encontrou eco nas áreas competentes à licitude. Na pureza dos nossos ideais, sempre fomos enganados por candidatos políticos com as suas falsas declarações e vãs promessas. Simples, acreditamos. E o eleitorado continua a crer no caradurismo dos infames que cobiçam somente interesses pessoais. E, ingênuo, os elegem. Poucos são os políticos que não se envolvem em bandalheiras visando unicamente levar vantagens subjetivas. E as levam sem receber a devida condenação pelos seus pares que os protegem descaradamente.
O Brasil bom vive das lembranças. Sem saudosismo piegas, o Brasil das casas com portas e janelas sem trancas, cadeiras nas calçadas, dos becos sem drogas, dos alunos respeitadores, dos professores valorizados pelos governos, dos vizinhos a se cumprimentarem e dos sorrisos francos e incorruptíveis. Hoje milhões de pessoas são filhas do egoísmo. Os todos que me referi no início, somos nós, os idosos. (Não nos chamem de velhos porque velho é trapo, é sucata). Que ainda votam e declaram o Imposto de Renda. E não sonegam pela honestidade herdada dos pais. Milhares que continuam a trabalhar porque recebem aposentadorias miseráveis e precisam ralar para sobreviver, comprar remédios caros para cuidar da saúde, e da família com a mínima segurança e distinção. Não vai aqui nenhum pessimismo quão ao futuro. Quando o sentimento do amor à pátria e ao próximo bater na cabeça de cada cidadão, seremos o maior e o mais humano país do mundo. A fé nos faz crer que Deus é o nosso Patrono.
Munir Zalaf