Espírito Santo do Turvo – A compra da usina Agrest (antiga Sobar) de Espírito Santo do Turvo (75 quilômetros de Bauru) foi acertada ontem na 18ª Vara Cível de São Paulo com representantes de José Alberto Tavares Junqueira e de JJ Participações Ltda. O negócio foi fechado por R$ 210 milhões, informa o prefeito do município, João Adirso Pacheco (PSDB).
Moradores da cidade comemoraram ontem à noite, após receber a confirmação da venda da usina que põe fim à crise depois da paralisação das atividades da destilaria.
“O novo proprietário deve assumir a empresa na próxima segunda-feira”, disse o prefeito. Na negociação o novo grupo se compromete a dar entrada de R$ 50 milhões e o restante será parcelado.
Há dois anos, a destilaria foi incorporada à massa falida da Petroforte, de Ari Natalino da Silva, morto em 2008. A empresa funcionou entre junho de 2003 até 2010 sob a administração do Banco Rural Leasing Arrendamento Mercantil que assumiu a destilaria, depois que o grupo Petroforte não conseguiu pagar o empréstimo com aquela instituição financeira.
Natalino faliu em 2003 por causa de uma coleção de processos por estelionato, falsificação e sonegação de impostos, entre outras acusações. A empresa dele chegou a ser a maior distribuidora de combustível do País.
Com isso, a Agrest encerrou as atividades no ano passado depois que o Superior Tribunal Federal (STF) incluiu a destilaria na falência da Petroforte, o que provocou um sério problema social em Espírito Santo do Turvo, cuja mão de obra representava 70% da cidade. Depois de dois leilões fracassados, em 14 de abril deste ano o juiz titular da 18ª Vara Cível da Capital, Luiz Beethoven Giffoni Ferreira, aceitou a proposta de dois grupos de adquirir a destilaria pelo valor de R$ 210 milhões. Após o prazo para serem ouvidos o Ministério Público e o síndico da massa falida, em reunião ontem em São Paulo a venda foi formalmente fechada. “Essa é a única solução para resolver o problema social”, disse Pacheco que esteve na reunião na capital.