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Enterro de Tinoco ocorreu às 17h15, em São Paulo |
Ao som de orquestra de violeiros e berrantes, foi enterrado o corpo do cantor Tinoco no fim da tarde desta sexta-feira, no cemitério da Vila Alpina, em São Paulo. O artista tinha 91 anos. O corpo foi velado durante todo o dia no Cemitério da Quarta Parada. Ambos os cemitérios ficam na zona leste da capital.
O cantor sertanejo José Perez, mas conhecido como Tinoco, formou antológica dupla com o irmão, Tonico, morto em 1994.
Segundo José Carlos Perillo Perez, filho e empresário do cantor Tinoco, o pai não vinha lutando contra alguma enfermidade considerada "gravíssima" e passou mal na tarde de quinta-feira, quando foi internado no hospital, onde deu entrada com crise respiratória por volta das 15 horas.
Os médicos afirmaram aos familiares, segundo estes, que, pelos sinais apresentados pelo cantor, ele havia sofrido um enfarte dois dias atrás, apesar de não ter sentido sintoma algum em casa. Antes de falecer, Tinoco teve duas paradas cardíacas no hospital, afirmaram os parentes.
Segundo José Carlos, o pai - que era nascido em Pratânia, região de Botucatu - estava relativamente bem. "Inclusive na quarta-feira ele gravou para o programa da Inezita Barroso lá no Teatro Franco Zampari, na Avenida Tiradentes". A apresentação, que iria ao ar dia 20, foi antecipada para este domingo, a partir das 9h, pela TV Cultura.
João Salvador Perez, o Tonico, faleceu no dia 13 de agosto de 1994 ao cair da escada do prédio onde morava. O último show da Dupla Tonico & Tinoco foi na cidade mato-grossense de Juína, em 7 de agosto de 1994. Em 60 anos de carreira, Tonico e Tinoco realizaram cerca de mil gravações, divididas em 83 discos que venderam mais de 150 milhões de cópias, realizando cerca de 40.000 apresentações em toda a carreira.
Na região
Os dois moraram em Botucatu até despontar para o sucesso popular. Em Pratânia, ainda é preservada a casa da família em forma de museu. Em São Manuel, tem a praça Tonico e Tinoco na estrada da cidade.
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Dilma lamenta morte do cantor Tinoco
A presidenta Dilma Rousseff lamentou hoje a morte do cantor José Perez, o Tinoco, da dupla Tonico e Tinoco, e disse que “a viola brasileira fica mais triste” com a perda. O cantor morreu na madrugada de hoje aos 91 anos devido a complicações cardíacas.
“Nos sessenta anos de carreira da dupla Tonico e Tinoco, o Brasil se viu refletido em músicas como Tristeza do Jeca, Moreninha Linda e Chico Mineiro, entre outras, que somadas venderam mais de 150 milhões de discos. A carreira da dupla abriu o espaço para a música sertaneja nas rádios e, assim, levou a todo o país uma expressão cultural muito particular do Brasil”, diz a nota assinada pela presidenta e divulgada pela Secretaria de Comunicação da Presidência.
O cantor sertanejo fez parte da dupla Tonico e Tinoco até 1994, quando seu irmão morreu. João Salvador Perez, o Tonico morreu no dia 13 de agosto, ao cair da escada do prédio onde morava. A última apresentação da dupla ocorreu em 7 de agosto de 1994, em Mato Grosso.
Foram 60 anos de carreira da dupla com 83 discos gravados, totalizando cerca de mil gravações. As vendas de seus discos ultrapassaram as 150 milhões de cópias, e a dupla fez pelo menos 40 mil apresentações durante a carreira.
Entre os sucessos mais conhecidos da dupla estão Moreninha Linda, Saco de Estopa, Chico Mineiro, Couro de Boi e João de Barro. (Luana Lourenço/ABr)
