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Sequestrada há 7 anos reencontra mãe

Folhapress
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Segundo a coordenadora do Lar Ebinezer, Cleire Santana, a criança foi deixada no local depois que o pai dela, de nacionalidade paraguaia, fugiu da cidade.

 

O homem foi denunciado em março de 2011 pela família que alugou o cômodo onde ele morava com a filha. Segundo a Polícia Civil, eles estranharam o fato de a menina não sair de casa nem frequentar a escola.

 

O Conselho Tutelar foi acionado e levou a menina para o abrigo enquanto o pai prestava esclarecimentos à polícia. Inicialmente, o caso foi tratado como suspeita de estupro de vulnerável.

 

Segundo o registro policial, o homem foi liberado depois que exames descartaram o estupro. A paternidade não foi colocada em dúvida porque ele apresentou uma certidão de nascimento falsa, feita em Aral Moreira (MS). Depois de ser liberado, no entanto, o homem desapareceu e a menina ficou no abrigo.

 

Consta no processo judicial que, oito meses após fugir de Dourados, o homem ligou para a ex-mulher para contar a localização da filha. Acionada pela mãe, a Embaixada da Argentina entrou em contato com o abrigo.

 

A coordenadora do abrigo onde a menina estava disse que, em dezembro de 2011, recebeu a ligação de uma mulher. “Ela chorava e ninguém conseguia entender o que ela queria”. Era a mãe da menina.

 

Iniciou-se, então, uma investigação para atestar se a menina era a criança desaparecida em 2005. O juiz da Vara da Infância e Juventude de Dourados, Zaloar Murat, solicitou um exame de DNA, e a comprovação da maternidade saiu no dia 23 de abril.

 

Ontem, a menina se despediu das outras 26 crianças do abrigo e viajou para Buenos Aires. A coordenadora do abrigo, Cleire Santana, conta que a menina tinha dificuldade para falar português. Até então, a única pessoa com quem ela convivia era o pai. “Ele dizia que a mãe dela tinha fugido para a Espanha”, diz.

 

Nos 40 dias que morou com o pai em Dourados, a garota passava o dia assistindo TV, trancada no quarto. Segundo Santana, ela se lembrava de estar sempre viajando de ônibus ou morando em alguma fazenda, distante do convívio social.

 

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