Polícia

Caso Vitória: polícia busca crimes em outros Estados

Vitor Oshiro
| Tempo de leitura: 3 min

 

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), continua investigando se Renato Alexandre Cury Martinelli, 36 anos, assassino confesso da pequena Vitória Graziela Fernandes, de 6 anos, está envolvido em outros crimes. Segundo o delegado titular da DIG, Kleber Granja, está sendo rastreado se há homicídios semelhantes por todo o Estado de São Paulo e nos Estados circunvizinhos.

 

Porém, até agora, de acordo com o delegado, nada teria sido encontrado. “Estamos investigando, principalmente, nas cidades por onde o Renato passou se algum crime semelhante ocorreu. Até o momento, não encontramos nada que o ligue a outros casos”. 

 

A abrangência da investigação, entretanto, confirma o que o delegado já havia afirmado: pelo perfil psicológico conturbado de Renato Martinelli, ele poderia ser um assassino em série. 

 

Ontem, Granja afirmou que esta possibilidade aliada ao modo cruel como Vitória foi morta começaram a gerar grandes preocupações até no sistema penitenciário. “Este assunto está sendo tratado de forma preocupante. O sistema penitenciário está receoso de onde colocá-lo. Temem que haja uma revolta grande dos presos”, completa.

 

Renato está preso atualmente na Cadeia Pública de Barra Bonita. “Lá, ele está seguro. Fica em uma cela quase que individual. É uma prisão ‘acostumada’ com casos assim e considerada segura”, aponta Granja, completando ainda que as investigações estão próximas ao fim.

 

Vitória Graziela Fernandes sumiu por volta das 15h30 da última segunda-feira nos entornos da rua Nove, no Bairro Fortunato Rocha Lima. Quando foi vista pela última vez, ela brincava com alguns amigos na casa de uma vizinha.

 

Desde o sumiço, as suspeitas se voltaram a Renato, que teve um relacionamento com a mãe da vítima e teria sido visto com a pequena Vitória momentos antes do seu desaparecimento.

 

Após várias buscas da família e da polícia, a criança não foi localizada. Só na manhã de anteontem, houve uma novidade, quando o carro do principal suspeito fora encontrado pela Polícia Militar no distrito de Guainás (28 quilômetros de Bauru).

 

Horas mais tarde, Renato Martinelli saiu de um riacho e se entregou para a Polícia Civil perto de onde o carro foi encontrado. Ele negou o crime durante todo o dia, porém, no fim da noite, acabou confessando o homicídio e levando os policiais ao local onde o corpo estava. 

 

A pequena Vitória foi encontrada carbonizada em um matagal nos fundos do Parque Manchester. Ela foi velada anteontem e sepultada, em meio a muita comoção, no Cemitério Cristo Rei. 

 

“Ele arrancou ela de nós para fazer maldade, isso não tem explicação. Ela era apenas uma criança indefesa. Isso não é um ser humano”, lamentou a avó materna de Vitória, Ondina de Jesus, 52 anos.

 

 

 

Caso gera comoção na Internet

 

O assassinato bárbaro da pequena Vitória Graziela Fernandes, de 6 anos, repercutiu bastante na Internet. Somente no site do Jornal da Cidade, nas quatro notícias que tratavam sobre a confissão do crime, o encontro do corpo, o velório e o sepultamento, foram aproximadamente 20 mil acessos. 

 

A comoção também esteve presente nas redes sociais. No perfil do Jornal da Cidade no Facebook, dezenas de pessoas compartilharam as notícias sobre o caso e se manifestaram. Na maioria dos comentários, os internautas manifestavam pesar à família da vítima e revolta em relação ao assassino. Foram mais de 100 compartilhamentos de usuários.

 

Uma imagem postada também no perfil do JC também retrata bem como a população de Bauru se chocou com o caso. A fotografia do enterro de Vitória foi compartilhada em 11 perfis diferentes e gerou mais de 35 comentários. 

 

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