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?Abra os olhos? para a saúde da visão

Ana Paula Pessoto
| Tempo de leitura: 5 min

 

Basta um incômodo que, instintivamente, lá vai um dedo para o olho. Segundo especialistas, o hábito aparentemente inofensivo que alivia e até causa prazer pode provocar alterações na estrutura dos olhos e provocar doenças que, em casos extremos, podem levar à cegueira. Amanhã, 7, além de ser o Dia do Oftalmologista, é também o Dia da Saúde Ocular. Você sabe o que pode ser feito no dia a dia para cuidar e prolongar a saúde de seus olhos?

 

Segundo o médico oftalmologista José Eduardo Marques, a primeira dica é justamente evitar coçar os olhos e colocar qualquer tipo de produto, como colírios, sem orientação médica. Outra dica de prevenção é proteger os olhos do sol, ou melhor, da radiação ultravioleta com o uso de um bom óculos solar. 

 

O que também vale de alerta são algumas atividades da vida moderna que podem afetar negativamente a saúde dos olhos e passam despercebidas por serem comuns e rotineiras, como o uso excessivo do computador, por exemplo.

 

“Horas e horas a fio na frente de computadores promovem a diminuição da lubrificação  dos olhos pelo fato do indivíduo piscar menos. Isso leva ao conhecido olho seco e fadiga ocular contínua”, alerta Marques.

 

Já a exposição à poluição provoca uma irritação crônica cujos sintomas são ardor intenso e olhos vermelhos. “Nos dois casos, o ideal é fazer uso de proteção e lubrificação adequadas”.

 

O que também é indispensável para preservar e prolongar a saúde das vistas é a consulta regular ao oftalmologista. A recomendação é que se faça exames de rotina e de prevenção  ao menos uma vez a cada um ano e meio, isso para quem não tem nenhum tipo de problema ocular.

 

Dessa forma, acrescenta Marques, é possível verificar a acuidade visual, pressão intraocular, realizar exame do fundo do olho e exame refracional. Quando diagnosticada precocemente, qualquer patologia tem maior possibilidade de sucesso no tratamento. 

 

 

 

‘Atentado ao olho’ 

 

De acordo com Marques, o principal erro ocular cometido no dia a dia é a automedicação: “Culturalmente, o brasileiro pratica a automedicação. Colírios podem parecer inofensivos, mas devem ter a indicação de um especialista”.

 

O uso do óculos solar sem proteção ultravioleta piora a exposição a este raio. Envelhecimento precoce de todo olho, principalmente da retina, são as principais causas desse erro que também pode gerar catarata e degeneração da retina.

 

“Outro erro frequente é o uso de óculos de grau sem receita médica. Normalmente, isso é feito para correção da visão de perto. Além de não constar o grau correto, não consta a distância pupilar correta”, finaliza o oftalmologista. 

 

 

 

“Eu uso óculos”

 

Por causa do astigmatismo, a recuperadora de créditos Juliana Anzai completa seu visual com óculos há 10 anos. Sempre atenta à saúde dos olhos, ela não abre mão do lubrificante ocular e das visitas anuais ao oftalmologista: “Eu pretendo fazer cirurgia assim que possível, apesar de usar armações bonitas e de não enjoar delas por sempre trocar os modelos, eu quero deixar de usar óculos”, diz. 

 

Enquanto o desejo de abandonar os óculos não vira realidade, Juliana conta que toma alguns cuidados para não riscar ou quebrar o objeto que a ajuda a enxergar melhor. Ela confessa que os óculos nunca atrapalham, nem mesmo na hora da atividade física: “Eu comecei a fazer taekwondo e não preciso ficar sem os óculos”, diz.

 

 

 

“Certo estilo”

 

Já o estudante Lucas Pereira Rocha, que descobriu o uso dos óculos há um ano depois de ter dificuldades na escola, confessa que eles atrapalham um pouco na hora de jogar futebol. Inclusive já teve alguns pequenos acidentes com quedas: “Vivo entortando a armação”, confessa.

 

E para driblar os obstáculos do dia a dia, a jogada é mesmo ter cuidado. Além de prestar mais atenção aos movimentos bruscos, Lucas garante que lava as lentes com detergente recomendado pelo médico: “Além de ver melhor, acho que os óculos dão um certo estilo”, conta o estudante Lucas Rocha.

 

 

 

Adaptação rápida

 

Duas semanas. Esse foi o tempo que a vendedora Bruna de Morais Meira levou para se adaptar ao uso das lentes de contato por ter miopia e por achar que os óculos escondem o rosto. A moça que faz uso das lentes há seis anos dá dicas de cuidados para os marinheiros de primeira viagem.  Bruna aponta que é importante atentar para o tamanho das unhas, já podem arranhar as lentes no manuseio. Outro cuidado é lavar e secar as mãos antes de tocar nas lentes para não contaminá-las.

Mas nem sempre foi assim. A vendedora assume que já teve uma infecção ocular por não cuidar direito do uso das lentes de contato: “Depois de ir a um rodeio, eu passei a sentir um incômodo e continuei a usar as lentes mesmo assim. Só depois que percebi que o problema não passaria é que procurei o médico que diagnosticou a infecção”, lembra.

 

 

 

“Eu uso lentes”

 

Que atire a primeira pedra quem nunca perdeu uma lente de contato, principalmente na pia do banheiro. Essa é uma das características mais comuns de quem opta por esse tipo de “ajudinha” para enxergar melhor. Com miopia, o publicitário Eduardo Caputo revela que já perdeu várias lentes, e para resolver o problema, ele deu preferência às descartáveis.

 

 “Não gosto de óculos porque eles me incomodam. Só não uso a lente no período do trabalho. Elas são ótimas companheiras quando o assunto é a prática de esportes, principalmente para jogar tênis, que é o meu caso. Também opto por elas quando saio para passeios”.

 

Um cuidado que o publicitário faz questão de destacar é quanto ao uso das lentes descartáveis, que nunca deve ultrapassar o período de troca indicado. Dormir com elas também está fora de questão.

 

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