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Bares de Campinas adotam estratégias para evitar beijos

Folhapress
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São Paulo - Num bar em Campinas, o clima romântico de um casal de namorados é interrompido pelo garçom, que entrega a eles um cartãozinho. O papel, decorado com um coração, diz que o bar ficou feliz em “proporcionar o clima ideal” para que os dois “ficassem assim tão empolgados um com o outro”. 

 

Mas, em seguida, o texto pede que o casal “ajude empolgando-se com moderação para que os clientes mais conservadores não fiquem constrangidos”.

 

Em outro estabelecimento, também os garçons entram em cena como anticupidos. Ao perceberem a possibilidade de beijos mais acalorados, os funcionários correm para passar um pano na mesa ou oferecer um drinque para quebrar o clima.

 

A estratégia adotada pelos comerciantes de Campinas (93 km de SP) foi motivo de abertura de boletim de ocorrência e pode acabar em processo judicial.

 

No Empório do Nono, onde os namorados receberam o cartão impeditivo, o ator Alexandre Caetano, 40 anos, viu seus direitos serem feridos no final de março. “Nós nos beijamos e pedimos um chope. Não foi nada escandaloso, foi um beijo tranquilo. Em determinado momento, o garçom veio, deixou um cartão fechado, saiu e não falou nada. A princípio, (o bilhete) parece ser algo bacana. Mas, na hora que abre, é muito constrangedor”, diz. 

 

O dono do local, Júnior Pattaro, 43 anos, diz que teve a ideia há cerca de seis anos, em uma festa junina. Segundo ele, o objetivo é preservar o “ambiente familiar” por meio de uma “abordagem discreta”. “A gente sabe onde um beijo começa, mas nunca onde termina”, afirma. A maior parte dos clientes conhece as regras e leva na brincadeira. 

 

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