A seleção brasileira feminina de vôlei não foi bem na Copa do Mundo de 2011 e, por isso, não conseguiu ali a vaga para os Jogos de Londres. Assim, terá que jogar o Pré-Olímpico Sul-Americano, que começa nesta quarta-feira. Diante da necessidade de vencer, a Confederação Brasileira (CBV) é quem vai organizar a competição, na cidade de São Carlos, no interior de São Paulo.
A competição é uma chance de a seleção reencontrar a torcida brasileira e, com isso, ganhar moral para a sequência da temporada, que espera-se culmine com uma medalha olímpica. "O espírito da equipe está muito bom. Elas estão felizes aqui em São Carlos, principalmente por jogar junto da nossa torcida na luta pela classificação que é o mais importante", diz o técnico Zé Roberto Guimarães.
A equipe, que tem como base o Sollys/Osasco e o Unilever, finalistas da Superliga, estava concentrada em Saquarema, no Rio, e nesta segunda-feira fez seu primeiro treino no ginásio onde será jogado o Pré-Olímpico, o Milton Olaio Filho, em São Carlos.
A líbero Fabi, uma das mais experientes do grupo, comemora a chance de estar perto da torcida brasileira. "Para nós é um privilégio jogar no Brasil, já que as chances de estar perto da nossa torcida não são tão grandes. Além disso, estamos decidindo uma vaga para os Jogos Olímpicos em casa e acredito isso vai contar a nosso favor. Esperamos o ginásio cheio, a torcida apoiando e o que queremos é conquistar essa vaga", comentou a jogadora.
Atual campeã olímpica, a seleção brasileira espera dificuldades contra rivais que venceu com facilidade nas últimas nove edições do Campeonato Sul-Americano. "Colômbia, Argentina e o Peru são os adversários mais tradicionais e difíceis. Eles têm jogadoras atuando em competições importantes no exterior. Esses países evoluíram e, logicamente, vão dar mais trabalho para nossa equipe", analisou Zé Roberto.