Vi outro dia uma carta em que um leitor falava também do concurso para Agente de Fiscalização de Trânsito que a Emdurb fez. O que mais me deixou indignado foi o fato de a última prova
ter sido realizada com motos sucateadas, principalmente a qual me foi dada para realizar o "exame". A moto estava totalmente desregulada tanto na embreagem como no freio. Sem contar
a intimidade visível dos instrutores da prova com alguns candidatos. Assim como foi citado anteriormente em outra carta que li nesta mesma coluna, vi vários candidatos saírem do local da prova para buscar refrigerantes e voltarem sem sequer serem advertidos. No edital diz claramente que não seria permitido a saída dos candidatos sob nenhuma hipótese (esqueceram de um parênteses dizendo que não valeria se os candidatos fossem "conhecidos" dos fiscais da prova).
Entrei com um pedido de recurso e o mesmo foi indeferido e dizia que os recursos foram intempestivamente protocolizados... Enfim, foram 5 recursos e, pelo que parece, todos com as mesmas alegações. Em razão de protestar tive acesso à minha avaliação e para minha surpresa o avaliador alega coisas que eu sei que não aconteceram, coisas absurdas que talvez um habilitado recentemente até pudesse cometer, o que não é o meu caso, uma vez que moto é meu transporte de trabalho há muitos anos e não teria como com uma moto em condições normais de regulagem acontecer. Já tinha ouvido dizer que concursos realizados por autarquias sempre são um jogo de cartas marcadas
mas como sempre acredito que as coisas podem não ser como dizem, acreditei na idoneidade do concurso mas, diante disso, infelizmente tenho que admitir que o que era pra ser público
por direito se tornou privado.
Tenho o direito de ao menos não me calar diante de uma falta de respeito pelas pessoas que levaram a sério cada fase deste concurso. Sinceramente, não sei o objetivo de se poder entrar com um recurso, será que mesmo em caso de coerência nas alegações os critérios seriam revistos? Enfim... é um caso pra se pensar...
Marcelo Rezende