O juiz da 3ª Vara da Justiça Federal de Bauru, Marcelo Zandavali, recebeu no início da noite de ontem pedido de liberdade provisória ao engenheiro Glennylson Varca, 54 anos, acusado de comercializar armas de choque que são de uso controlado pelo Exército. Segundo o advogado Jair Carpi, seria paga fiança de R$ 4 mil para que seu cliente deixasse o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Bauru. Por volta de 23h20 de ontem (9), a Redação do JC recebeu uma ligação informando a soltura do engenheiro.
Entenda o caso
Varca foi preso na tarde de anteontem (7) pela Polícia Militar, em cumprimento a um mandado de busca e apreensão solicitado pelo Ministério Público, por meio do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco). Em sua residência, localizada no Núcleo Mary Dota, foram apreendidas cerca de 400 armas de choque de vários modelos, 400 frascos de spray de pimenta, 600 comprimidos contra impotência sexual cuja comercialização é proibida no Brasil, além de binóculos com visão noturna, câmeras próprias para espionagem, entre outros equipamentos eletrônicos.
A mercadoria era vendida no site de compras www.lojadapolicia.com.br, que foi retirado do ar. Segundo Jair Carpi, seu cliente agiu por inocência. “Ele não sabia que a comercialização de armas de choque era proibida, até porque grandes sites de compras o fazem livremente na internet. Por esse motivo, foi induzido a erro”, argumenta.
Em liberdade, Varca responderá por contrabando, descaminho e venda de medicamentos de uso proibido no país. Os produtos, importados de países como China e Israel, foram encaminhados para o depósito da Receita Federal.