Berlim - A chanceler alemã Angela Merkel quer que a Grécia permaneça na zona do euro, mas o país tem que aderir aos termos de resgate internacional, disse ela, segundo a divulgação antecipada do jornal Passauer Neue Presse de ontem.
“Ainda é o caso de que os acordos com a troika (grupo formado pela UE, FMI e Banco Central Europeu) e as metas de reforma sejam cumpridos. Só assim podemos imaginar o retorno da Grécia à estabilidade e ao fortalecimento econômico”, disse Merkel, segundo o jornal.
A chanceler afirmou ainda ao jornal que nada mudou em relação a sua opinião de que levará tempo para resolver a crise da dívida soberana da zona do euro, e que a Grécia deve permanecer no bloco de moeda única.
Zona do euro debate
Um grupo de funcionários das equipes econômicas dos 17 países da zona do euro discutiram ontem a suspensão do repasse de recursos da Comissão Europeia para a Grécia devido à falta de acordo político após as eleições do Parlamento neste domingo.
A informação foi revelada por funcionários do chamado Eurogrupo ouvidos pelo jornal “The Wall Street Journal” e pela emissora de televisão CNN. De acordo com a publicação impressa, o valor que seria bloqueado é de 5,2 bilhões de euros, uma das parcelas do segundo resgate ao país, aprovado em fevereiro.
O pagamento está programado para esta quinta, mas pode mudar após a reunião. A suspensão se deve à vitória de grupos partidários contrários ao acordo financeiro assinado pelo governo de Lucas Papademos, que podem formar uma força importante contrária ao resgate e um novo governo no Parlamento.
Os recursos serão para pagar a dívida de 3,3 bilhões de euros da Grécia ao Banco Central Europeu na próxima semana, mas Alemanha, Finlândia e outros países da União Europeia estão preocupados em liberar o valor para os gregos pelo risco de renegociação do resgate.