Hoje é um dia decisivo para o Bauru Basketball Team. A diretoria da equipe se reúne com o elenco para discutir renovações e possíveis liberações. Estão agendadas conversas ao longo do dia com todos os jogadores do time e, ao final da tarde, já deve haver um esboço do que pode ser o grupo para a próxima temporada. O primeiro atleta a acertar verbalmente sua permanência foi o armador Larry Taylor, que condiciona sua continuidade em Bauru a uma equipe qualificada a disputar títulos. Assim, a ordem é segurar a base do elenco do assédio de outras equipes e finalizar as negociações com patrocinadores para buscar reforços.
Ciente que, com o fim da temporada bauruense, os jogadores devem começar a receber propostas ou já receberam, a diretoria busca agilidade nas conversas. “Amanhã (hoje), vamos conversar com todos os jogadores. Um por um e vamos ver quais são os interesses”, comenta o diretor técnico, Vítor Jacob. Até o momento, o elenco tem se mostrado propenso a seguir em Bauru. “Nenhum deles manifestou interesse de sair”, observa Jacob. É certo, no entanto, que haverá mudanças no atual grupo.
Anteontem, logo após o final da partida contra Brasília pelo NBB, a última do Bauru nesta temporada, o técnico Guerrinha adiantou, em entrevista ao site Jornada Esportiva, que as negociações para extensão dos vínculos do armador Luquinha e do pivô Andrezão, revelações da temporada, estão adiantadas. Além deles, o ala Gui tem contrato por mais um ano. Hoje, o Bauru pretende chegar a definições com os alas Fischer e Gaúcho, os pivôs Jeff e Alex Passilongo, o armador Thyago Aleo e os alas/pivôs Pilar, Mosso e Douglas Nunes. Fischer, Pilar e Jeff são prioridades. O ala Nathan Thomas não vai permanecer.
Cinco para cota master
Enquanto conversa com o elenco, o Bauru Basket segue negociando novo patrocínio para a temporada 2012/2013. Jacob mostra bastante otimismo com o andamento dos contatos e destaca que o time trata com cinco empresas com possibilidade de assumir a cota master de patrocínio. “Está caminhando muito bem”, comemora o diretor. As boas perspectivas abrem a possibilidade de conseguir manter a base e reforçar a equipe.
Se ainda não fechou a fatia master do orçamento, o Bauru já acertou várias cotas intermediárias de patrocínio. Jacob revela que Grupo Rodoserv, Z. Incorporações, Mezzani Massas Alimentícias, Pontepedras, Compacta Informática e Syl Sistema de Freios já estão confirmados. Além desses, Unimed, Bauru Shopping e Multicobra sinalizaram positivamente sobre a renovação. No entanto, a negociação ainda está no estágio verbal.
Douglas nega propostas e admite erro
O ala/pivô Douglas Nunes, que foi afastado do Bauru Basket por duas partidas após se envolver em confusão com torcedor no jogo contra Brasília, na Panela de Pressão, que abriu o playoff das quartas de final do Novo Basquete Brasil, afirma que refletiu sobre sua atitude, admite ter errado ao se deixar levar pelo momento de nervosismo e diz que não recebeu nenhuma proposta de outros clubes para a próxima temporada. Valorizado pelas boas atuações por Bauru, Douglas teve seu nome especulado como possível reforço de Franca.
Douglas garante que não está focado no mercado neste momento e nega qualquer contato de Franca ou outra equipe. “Por enquanto, penso em ir para minha casa de férias e, depois, pensar no que vai acontecer. A questão de ficar ou não ficar (em Bauru) é com meus agentes, mas não estou sabendo de nenhuma proposta ainda. Até porque o campeonato não acabou ainda. Tem que esperar terminar tudo para ver o que acontece”, declara.
Sobre o seu afastamento após o incidente na Panela, Douglas mostra maturidade e entende a punição. “Cada ação tem uma reação e consequência. Eles (diretoria) resolveram me tirar destes dois jogos (em Brasília) e me deixar em Bauru. Eu entendi perfeitamente o que eles fizeram. Eles me deixaram ciente de que, se o time vencesse em Brasília, eu já estaria reintegrado”, observa o ala/pivô.
Douglas negou também que a cobrança da torcida e a confusão não influencia sua decisão de permanecer ou não em Bauru. “Sempre vai ter torcedor assim em qualquer lugar do Brasil e do mundo. Depois do acontecido, eu pensei bastante junto com meus amigos, refleti. Fiz um ato errado, como o torcedor também. Mas eu entendo o lado dele, ele está ali para torcer. Como eu não vinha jogando bem, pesou um pouco mais para ele cobrar em cima de mim. Mas isso não influencia em nada se eu receber uma proposta para ficar aqui”, conclui.