Tribuna do Leitor

CUIDADO COM A DISTRIBUIÇÃO DAS SACOLINHAS PLÁSTICAS - VOCÊ PODERÁ TER QUE RECOLHÊ-LAS


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No dia 25 de janeiro de 2012, folder do governo do Estado, afixado em murais de órgãos público, informava que as sacolinhas plásticas seriam substituídas, empurrando goela abaixo da mãe natureza palavras de agradecimento por tê-la livrado deste indigesto e incômodo produto.

Enquanto as sacolas plásticas são proibidas, as substitutas diretas: as biodegradáveis e as reutilizáveis, milhões delas foram vendidas a um custo elevado, onerando ainda mais o bolso do consumidor. Diante disto, nos deram 60 dias para um grande acordo, arrumado, em reunião acontecida entre os representantes do governo do Estado de São Paulo, órgão do consumidor ? Procon, e representantes das grandes redes de supermercados do Estado de São Paulo, cujo resultado, levou a sociedade para o paredão.

O Ministério Público, através do excelentíssimo sr. José Eduardo Ismael Luttis, promotor público, se manifestou dizendo que os supermercados paulistas que continuarem distribuindo sacolinhas plásticas descartáveis, poderão ser obrigados a fazer a coleta desse material, conforme explicitado na lei de resíduos sólidos.

Sabendo que o Ministério Público é composto por homens íntegros, honestos e confiáveis, e que ninguém duvide disto, porém, no meu modesto modo de entender, acho lamentável e estranho que este órgão fiscalizador, não tenha lançado mão das mesmas prerrogativas usadas contra os supermercados, exigindo que as grandes empresas fabricantes de embalagens plásticas altamente poluentes e que continuarão sendo colocadas no bojo das sacolas ecológicas, sejam recolhidas.

Achei lamentável quando li a matéria no Jornal da Cidade, referente aos estabelecimentos que assinaram o acordo com a Associação Paulista de Supermercados ? Apas, não poderão fornecer as "sacolinhas gratuitas". No entanto, a entidade vai estimular os supermercados a oferecerem as alternativas gratuitas, tais como: caixa de papelão e outras. Infelizmente, há mais de 30 anos os supermercados de forma geral se enriqueceram, "distribuindo gratuitamente" milhões de sacolinhas plásticas, poluindo o meio ambiente, sem que devessem ser penalizados por isso. Na atualidade, com o surgimento das sacolinhas ecológicas, nos deixam na mão, pensando pura e simplesmente na obtenção do lucro fácil. Penso estarmos diante de uma ditadura capitalista voraz, quando o consumidor na verdade não tem o direito digno de carregar a sua mercadoria comprada.

Para encerrar, o consumidor foi colocado em xeque, ou seja, ou compra as sacolas ecológicas ou reutilizáveis pagando um alto custo ou, como alternativa, coloque as mercadorias compradas numa caixa de papelão, aquelas que normalmente ficam jogadas nos fundos dos supermercados, sujeitas a contaminação por bactérias, fungos, umidade ou produtos químicos.


Roque Teodoro

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