Esportes

Seleção: Do gosto do chefe

Da Redação
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Acompanhado pelo novo presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, Mano Menezes anunciou ontem de manhã, no Rio, os 23 jogadores convocados para os próximos quatro amistosos da Seleção Brasileira: contra Dinamarca, Estados Unidos, México e Argentina. O treinador deixou de fora o meia Ronaldinho Gaúcho e aproveitou para chamar 17 jogadores com menos de 23 anos, que podem disputar as Olimpíadas de Londres. Em discurso antes da divulgação, o dirigente garantiu não ter interferido na lista.

 

Foi a primeira convocação após Marin assumir a presidência da CBF - passou a ocupar o cargo em março, depois da renúncia de Ricardo Teixeira. E o dirigente exigiu ter acesso à lista com 48 horas de antecedência, no que foi atendido por Mano, como confirmado por ambos ontem, mas garantiu não ter feito nenhuma alteração no grupo de 23 jogadores escolhido pelo treinador. “A lista está intacta”, declarou o cartola.

 

No início da semana, Marin chegou a “sugerir”, via imprensa, que o treinador não convocasse Ronaldinho Gaúcho. E o dirigente, ao lado de Andrés Sanchez, diretor de seleções da CBF, acompanhou de perto a divulgação da lista de convocados, quando o meia do Flamengo não foi chamado - a presença do presidente no anúncio oficial foi uma novidade, pois seu antecessor Ricardo Teixeira não costumava aparecer nessas situações.

 

Assim, sob o olhar atento de Marin, mas sem sofrer interferência, Mano optou por montar uma Seleção com base olímpica. A novidade da convocação foi a presença do atacante Alexandre Pato, que não vinha sendo chamado por Mano e vem enfrentando seguidas contusões no Milan. O treinador também chamou o meia Oscar, que, por conta do imbróglio jurídico entre Inter e São Paulo, ficou quase dois meses sem jogar - voltou no último domingo. Além disso, o atacante Wellington Nen, destaque do Fluminense no início desta temporada, foi lembrado pela primeira vez na Seleção.

 

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