É comum estabelecermos metas para galgarmos objetivos maiores. Penso que isso se aplica em tudo na vida, inclusive na administração de uma cidade. Contudo, não compreendo a lógica das prioridades das obras em Bauru. Qual será o critério de atendimento às reivindicações públicas?
Considero vergonhoso o que está ocorrendo em nossa cidade: ora o dinheiro do tratamento de esgoto, descontado mensalmente dos bauruenses, é desviado pelo DAE para realizar obras em condomínio, ora o prefeito ambientalista defende a legalização do empreendimento na zona Sul, localizado fora do perímetro urbano...
Moro há oito anos no Residencial Francisco Lemos de Almeida (região do bosque do Parque União). Vivemos cercados por terrenos com mato alto e cheios de lixo. Isso pode ser constatado nas quadras 10, 11 e 12 da rua Alves Seabra (paralela à Avenida Nações Unidas ?Norte), sendo que parte dessas quadras pertence à prefeitura, as quais são um verdadeiro lixão. Pois é para uns multa por falta de limpeza dos terrenos ? o que é correto ?, já para outros... um peso, duas medidas.
Soma-se a isso a seguinte situação: em frente à minha casa existe um terreno baldio que consta como praça. Há anos que sofremos com a falta de limpeza dessa área e requisitamos a entrega dela. Não desejamos nada semelhante ao que foi feito na Avenida das Festas (nome bem apropriado... aliás, adivinha onde ela fica?). Pelo contrário, ficaríamos satisfeitos apenas com a limpeza periódica, colocação de grama e arborização.
E sabe que não está difícil? Já tem calçada e asfalto! Além disso, se for o caso, podemos até comprar as mudas de árvores, para não "onerar" muito as finanças de nosso município.
Precisamos de uma administração que priorize os direitos básicos de cidadania. Creio que saúde, limpeza e segurança fazem parte desse rol. O que não podemos mais suportar é o descaso com necessidades como essas, que são adiadas constantemente, para privilegiar os interesses de uma minoria.
Natália A. Rocha Barqueiro