Polícia

Passeata: servidor da saúde quer piso


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Em busca da valorização profissional e de melhores condições de trabalho, funcionários do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos e Serviços de Saúde de Bauru (Seessb) se reuniram na manhã de ontem para a 1ª passeata Paulista pela Saúde. O grupo aproveitou a data, em que se comemora o Dia Estadual do Trabalhador da Saúde, para reivindicar a valorização da categoria.


“Damos tudo e mais um pouco pelo trabalho, mas sentimos uma desvalorização. Nem piso salarial nós temos. É tudo feito por meio de acordo coletivo com os hospitais”, reivindica a presidente do Seessb, Vera Salvadio Pimentel.


Por conta da chuva, a mobilização aconteceu na sede do Seessb na quadra 12 da Rua Cussy Júnior por volta das 10h de ontem. A passeata sairia em direção ao calçadão da Batista de Carvalho, mas devido ao mal tempo os trabalhadores cancelaram a ação e protestaram em frente ao Seessb. A mobilização contou com o apoio da Federação dos Trabalhadores da Saúde do Estado de São Paulo.



Redução de jornada


De acordo com a presidente do sindicato, a ação foi realizada para mostrar à população o quanto é fundamental que sejam feitas reformas que beneficiem o trabalhador e a população.

“A redução da jornada de trabalho de 36 para 30 horas é primordial para nós que lidamos com vidas e mortes, simultaneamente. Os pacientes geralmente chegam fragilizados e temos que acolhê-los bem, mas a jornada é massacrante e acaba fazendo com que as falhas aconteçam”, aponta a sindicalista que completa a afirmação explicando que a mobilização também aconteceu por conta das situações de indecisão, atualmente, vividas pelos funcionários da Maternidade Santa Isabel, que não passaram no concurso para serem contratados pela entidade que será futura gestora da maternidade e ainda não foram oficialmente demitidos.


Segundo a assessora de imprensa do Seessb, Inês Ferreira, o sindicato também discute ações realizadas por hospital particular da cidade, que segundo o sindicato ignoraria o acordo coletivo para a decisão do piso dos trabalhadores. “Por quatro vezes fizemos uma reunião no Ministério Público do Trabalho (MPT) para tentar um acordo, mas eles sempre faltam”, reforça Inês.


Ainda de acordo com ela, dezenas de clínicas e instituições de saúde da cidade teriam sido oficiadas pelo MPT por não cumprirem a NR32, que é uma norma reguladora que determina questões de segurança do trabalho envolvendo os riscos biológicos, químicos e ionizantes a que são expostos os trabalhadores.


“O paciente chega com uma suspeita de doença infecciosa e só depois que é constatado, os procedimentos são tomados por grande parte das unidades. Isso coloca muitos funcionários em risco”, finaliza.

 

Projeto de lei


A Lei 7.498/76 regulamenta o exercício da enfermagem, mas não trata de salários. Um projeto de lei, em análise na Câmara dos Deputados, PL2573/2011, altera a legislação em vigor.

O PL estipula os pisos para os profissionais da enfermagem (R$ 5.450,00), técnico de enfermagem (R$ 2.725,00) e parteira (R$ 2.180,00). (MT)

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