Política

Violência escolar será tema com Herman

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 3 min

Por meio de uma campanha que conta com o apoio do Jornal da Cidade, a Diretoria de Ensino de Bauru tenta encontrar respostas para a ascensão da violência nas escolas da cidade. Num ano marcado por vários casos de agressões em sala de aula, o tema certamente não ficará fora da pauta de discussões do secretário de Estado da Educação, Herman Voorwald. Nesta segunda-feira, ele estará no município para cumprir agenda com políticos e educadores de 75 cidades das regiões de Avaré, Bauru, Botucatu, Jaú, Lins, Piraju e Marília.


O problema, que não é exclusividade local, surpreendeu educadores. Conforme o JC divulgou, eles não esperavam que chegasse tão rápido e de forma tão severa às instituições públicas de ensino. Para encontrar saídas, a dirigente de ensino Gina Sanchez, com o apoio da diretora da Escola Estadual professor Christino Cabral, Maria Helena Catini Campagnucci, - representante da União dos Diretores de Escola do Magistério Oficial de Bauru e coordenadora da campanha -, decidiu unir alunos e professores em prol da paz nas escolas. Há pouco mais de dez dias, lançou a campanha ‘Diga não à violência nas escolas’.



Campanha


Por meio de redações e produções artísticas, seis mil alunos dos 6 anos em diante desnudarão o problema para que a solução seja apontada. As cinco melhores redações serão premiadas e veiculadas pelo Jornal da Cidade. Mas se a proposta pretende envolver também pais, avós e outros familiares, a solução depende ainda de esforços do poder público, além de agentes políticos e educacionais, que nesta segunda-feira se reunirão, à tarde, com o secretário de Estado da Educação.


Herman Voorwald virá preparado para um mutirão de audiências, cujo objetivo é colher as demandas educacionais a serem trabalhadas durante o ano. Na semana passada, as sete Diretorias Regionais de Ensino promoveram, simultaneamente, reuniões preparatórias com as lideranças políticas e educacionais de suas respectivas regiões. Na ocasião, os prefeitos, vereadores e gestores municipais conheceram detalhes do modelo do evento e também já discutiram suas prioridades locais que serão apresentadas hoje.


O secretário iniciará sua agenda em Bauru a partir das 9 horas, na Universidade Paulista (Unip), num amplo encontro com educadores. Já no período da tarde, às 15 horas, no Hotel Obeid Plaza, estará reunido com prefeitos, vereadores e gestores municipais de educação para discutir projetos de parceria entre o governo do Estado, por meio da Secretaria da Educação, e os municípios de toda região. Em seguida, estará à disposição dos agentes políticos e educacionais para receber as prioridades da região.

 

Rotina de agressões

Para muitos professores e alunos, as agressões nas escolas já viraram rotina. Alguns casos de violência em sala de aula foram divulgados pelo Jornal da cidade, como o da escola estadual José Viranda, Vila Giunta, onde um estudante foi suspenso por três dias  no final de março após agredir um colega. Uma semana antes, um coordenador da E.E. Francisco Alves Brizola, no Jardim Olímpico, teria levado socos e chutes ao pedir que um aluno de 16 anos entrasse na sala de aula. Na E.E. Ana Zucker Dannuziata, no Parque Paulista, uma criança de 7 anos teria agredido com socos e pontapés cerca de cinco funcionários da escola.


Já na E.E. Luiz Zuiani, no Parque São Jorge, quatro alunos foram responsabilizados por aterrorizar outros colegas com uma pistola de brinquedo e um deles por ofender a inspetora da instituição. A E.E. Guia Lopes, na Vila Dutra, também não escapou das ocorrências. Uma ocorrência de agressão entre dois estudantes de 13 anos foi parar no plantão da Polícia Civil.


 Um dos casos mais graves foi o de uma aluna de 18 anos teria agredido uma professora e um policial militar na escola estadual Eduardo Velho Filho, na rua Vangélio Mondelli, Jardim Santana. Casos de violência na Escola Estadual (EE) da Pousada da Esperança também têm desafiado até a Secretaria de Estado da Educação. Conforme divulgado pelo JC, recentemente cerca de 20 estudantes do ensino fundamental foram suspensos na unidade, palco de vários tumultos.

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